Feitiços de amor

O Stark em Winterfell - Bran e o Rei Pescador

2020.11.28 00:00 altovaliriano O Stark em Winterfell - Bran e o Rei Pescador

Texto original: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/125401-the-winged-wolf-a-bran-stark-re-read-project-part-ii-asos-adwd/page/3/&tab=comments#comment-6823505
Autor: SacredOrderOfGreenMen / float-freely-forever
O texto abaixo é uma tradução.
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ASOIAF tem sido chamada de "uma carta de amor à democracia" pela forma como critica impiedosamente o feudalismo e a monarquia e por (aparentemente) não dar a nenhum rei um POV (apenas a duas rainhas), ao mesmo tempo em que apresenta todos os homens que são capazes de sentar no trono ou usar uma coroa como sendo, em última análise, indignos. Há Robert Baratheon, o Rei Devasso; seu sucessor, o rei Joffrey, cuja reivindicação foi baseada em uma mentira e mostrou-se ineficaz e inadequado ao papel de todas as formas possíveis; Viserys, o Rei Pedinte, seu pai Aerys, o Rei Louco e muitos outros. Renly, Stannis, Balon, Euron. Todos ficam aquém ou falham.
O feudalismo é exibido como uma ordem social inerentemente violenta, supérflua e repugnante em quase todos os aspectos. Todos os aspectos, exceto um: os Starks, e em particular a narrativa da realeza mágica que existe em torno de Bran.
"O Stark em Winterfell" é a encarnação do Rei Pescador em ASOIAF, uma figura lendária da mitologia inglesa e galesa que está espiritual e fisicamente conectado à terra, e cujas fortunas, boas e ruins, são espelhadas no reino. É uma história que, ao contar como o rei é mutilado e depois curado pelo poder divino, valida essa monarquia. O papel de "O Stark em Winterfell" é feito para ser o que seu criador, Brandon o Construtor, foi: uma fusão de opostos aparentes – homem e deus, rei e vidente verde, e o monólito que é seu assento é tanto castelo quanto árvore, uma "monstruosa árvore de pedra" (AGOT, Bran II).

"Era diferente quando havia um Stark em Winterfell"

Um ditado que existe na família é invocado por Ned e Catelyn em AGOT quando da viagem para o Sul: "Tem de haver um Stark em Winterfell sempre".
Por que? Quando falada, a frase é entoada, quase como um leigo medieval da Igreja Católica a repetir uma oração em latim, não entendendo completamente o que as palavras significam, mas sabendo que elas são importantes de alguma forma.
Outras Grandes Casas não vivem com essa restrição: Jon Arryn esteve ausente do Vale por grande parte de 14 anos, sem uma data clara para voltar [...]. Nestor Royce era seu regente. Um primo distante de Tywin Lannister, Damion, é deixado para governar, e ninguém parece particularmente preocupado que nenhum Lannister do ramo principal vivesse lá. Doran Martell prefere governar a partir dos Jardins de Água.
É o Liddle que Bran encontra nas montanhas do Norte que nos dá a razão mais clara e explícita do porquê sempre deve haver um Stark em Winterfell:
Quando havia um Stark em Winterfell, uma donzela podia percorrer a estrada do rei usando o vestido do dia de seu nome e nada sofrer, e os viajantes encontravam fogo, pão e sal em muitas estalagens e castros. Mas agora as noites são mais frias, e as portas estão fechadas. (ASOS, Bran II)
Até certo ponto, Bran também já havia articulado isto:
Já tinha idade suficiente para saber que não era realmente por ele que gritavam… Era a colheita que festejavam, Robb e suas vitórias, o senhor seu pai e o avô e todos os Stark desde há oito mil anos que aclamavam. Mas, mesmo assim, aquilo fez com que inchasse de orgulho. (ACOK, Bran III)
Quando há um Stark em Winterfell, a terra é pacífica e o povo não morre de fome. Ter um Stark em Winterfell é, por definição, ter uma boa senhoria. O fato de que os nortenhos dependem dos Starks para sua própria sobrevivência está implícito para muitos de seus vassalos, e muitas vezes são as Casas que traçam sua própria existência a eles que são os mais fanáticos em sua lealdade.
Lyanna Mormont, cuja Casa recebeu terras de Rodrik Stark raivosamente rejeita as exigências de Stannis por lealdade, escrevendo: "A Ilha dos Ursos não reconhece nenhum rei que não o Rei do Norte, cujo nome é STARK."
Outra jovem senhora do Norte, Wylla Manderly vocifera contra as mentiras de Freys sobre Robb e do desagravo (fingido) de seu pai: "os lobos nos acolheram, nos alimentaram e nos protegeram contra nossos inimigos. [...]. Em troca, juramos que seríamos sempre homens deles. Homens dos Stark!“ (ADWD, Davos III)
Bran nos diz em AGOT que, nos Clãs das Montanhas (entre outros), "quando a neve caísse e os ventos gelados uivassem do norte, [...] os agricultores deixariam seus campos congelados e fortificações distantes, carregariam suas carroça" e se refugiaram na vila de inverno de Winterfell. Quando os homens dos clãs dizem a Asha que eles preferem que seus "homens morram lutando pela garotinha de Ned do que sozinhos e famintos na neve, chorando lágrimas que vão congelar em suas bochechas" também é provável que estejam fazendo uma tentativa desesperada de recuperar seu refúgio.
Por conta da vila de inverno, ser o Stark em Winterfell é um cargo imensamente importante que não tem equivalente em nenhum outro lugar. Significa ser um governante prático que conhece seus súditos intimamente e que cuida deles quando o inverno chega – algo que eles recordam constantemente. Ned pratica isso em seu próprio governo em Winterfell:
O pai costumava dizer que um senhor devia comer com seus homens se esperava conservá-los. Arya um dia o ouviu dizer a Robb: “Conheça os homens que o seguem e deixe que eles o conheçam. Não peça aos seus homens para morrer por um estranho”. Em Winterfell, havia sempre um lugar extra à sua mesa, e todos os dias um homem diferente era convidado a juntar-se a eles. (ACOK, Arya II)
Na mitologia da Europa Ocidental, (tendo em conta que a Europa Ocidental é a principal inspiração de GRRM para Westeros), há um conjunto de lendas sobre o chamado Rei Pescador. O Rei Pescador, também conhecido como o Rei Mutilado ou Rei Ferido, contém dentro de sua linhagem o rei bretão Arthur e o rei galês Bran, o Abençoado.
Para os ingleses, o Rei Pescador é um dos guardiões do Santo Graal. Ele foi ferido ou mutilado e, como resultado, é infértil, e é sustentado apenas pelo poder do Graal. Por sua vez, sua terra se torna infértil e estéril também, e o único alimento possível ali é peixe, daí vem seu nome. Em algumas versões, o pai é o Rei Ferido e seu filho é o Pescador. O usuário do Tumblr theelliedoll analisa essa conexão, escrevendo em seu metatexto:
O sentido do Rei Pescador como um personagem mítico não é tanto as particularidades de seu caráter ou mesmo de sua lesão, mas o simples fato de que sua aflição (sexual) é transferida para suas terras. O mito pressupõe assim uma conexão mística, inextricável e empática entre rei e reino que exige do rei uma virilidade potente e generativa, e assim o mito funciona como a narrativa simbólica que articula uma ideologia dominante no poder [da Europa Medieval, a inspiração de Westeros para GRRM]. Essa ideologia de poder é a ideia da divindade do rei, que é em si inseparável das noções de herança e primogenitura.
O mito do Rei Pescador funciona então simplesmente como uma estratégia de legitimação da autoridade real e, consequentemente, de uma monarquia cada vez mais absolutista, percebida (e culturalmente representada) como a única forma imaginável de governo.
O Stark em Winterfell é o equivalente de ASOIAF ao Rei Pescador, cujas infortúnios pessoais são espelhadas na própria terra. Há pelo menos dois casos na história em que o Rei do Inverno é referido como "O Stark em Winterfell" [no Brasil, traduzidos como “Stark de Winterfell”]:
"O Stark de Winterfell queria a cabeça de Bael" (ACOK, Jon VI)
"O Stark de Winterfell teve de dar uma mão [para parar a rebelião na Patrulha da Noite]” – (ASOS, Jon VII)

"Ele é o jovem Rei Arthur" - GRRM, sobre Bran

Há um personagem, na narrativa, que é chamado por outros e chama-se Stark em Winterfell: Bran, filho de Lorde Eddard e Lady Catelyn:
Sou o príncipe. Sou o Stark em Winterfell.
É o Stark em Winterfell, e o herdeiro de Robb. Tem de parecer principesco – juntos, vestiram-no de forma condizente com um senhor.
Era um Stark em Winterfell, filho do seu pai e herdeiro do irmão e quase um homem-feito.
-(ACOK)
E que também detém os intimamente associados títulos de príncipe e herdeiro de Winterfell:
Ele era o Príncipe de Winterfell, filho de Eddard Stark, quase um homem-feito e, além disso, um warg
"também é o nosso príncipe, o filho de nosso senhor e o verdadeiro herdeiro de nosso rei" (Meera para Bran)
Jojen fitou-o comseus olhos verde-escuros. – Não há nada aqui que nos faça mal, Vossa Graça.
Ele é o nosso príncipe. -(Meera para Samwell Tarly)
De noite, todos os mantos são negros, Vossa Graça. -(Jojen para Bran)
A história de Bran também é muito semelhante à encarnação galesa do Rei Pescador: Bran, o Abençoado, que lutou contra um exército de guerreiros mortos-vivos (wights) que foram continuamente revividos por um caldeirão mágico (O Coração do Inverno). Seu meio-irmão, (Jon Snow) se esconde entre os mortos após uma batalha a fim de ser jogado no caldeirão (Jon, veja bem, poderia muito bem estar dentro de Fantasma, cujo nome foi a última palavra que ele falou, e a Patrulha da Noite poderia muito bem ter entrado em colapso agora, sem falar na própria Muralha) e ser capaz de destruí-lo , mas morre no processo. Ele tem um nome muito semelhante a um dos outros títulos do Rei Pescador: o Rei Ferido. A história o chama, e ele chama a si mesmo, repetidamente, de "quebrado".
apenas quebrado. Como eu, pensou.
Bran – ele falou, sem vontade. Bran, o Quebrado. – Brandon Stark. – O menino aleijado.
mas quem se casaria com um garoto quebrado como ele?
Através das brumas dos séculos, o garoto quebrado só podia observar.
O sofrimento de Bran por causa de sua mutilação e a própria Winterfell estar "quebrada" estabelece uma ligação empática entre rei e reino.
GRRM disse o seguinte de Tolkien, quem ele admira:
O Senhor dos Anéis tinha uma filosofia muito medieval: que se o rei fosse um bom homem, a terra prosperaria. Olhamos para a história real e não é assim tão simples. Tolkien pode dizer que Aragorn se tornou rei e reinou por cem anos, e ele foi sábio e bom. Mas Tolkien não faz a pergunta: qual era a política fiscal de Aragorn? Ele manteve um exército permanente? O que ele fazia em tempos de inundação e fome?
-GRRM também implicitamente fez a pergunta: Como os seres humanos, que são falhos e mortais, podem virar monarcas perfeitos, como o Rei Pescador deveria ser? A história de Bran, entrelaçada com a de seu antepassado Brandon, o Construtor, é sua resposta a essa pergunta. Desde o início, os Starks foram preparados pelos Deuses Antigos. A lenda westerosi diz que o Construtor teve a ajuda de gigantes, e usou a magia dos Filhos da Floresta para construir a Muralha. Quando Catelyn olha nos olhos da árvore-coração de Winterfell, ela pensa que eles são "mais velhos do que Winterfell. Se as lendas eram verdadeiras, tinham visto Brandon, o Construtor, assentar a primeira pedra; tinham visto as muralhas de granito do castelo crescer à sua volta. (AGOT, Catelyn I)
Jon Snow, outro que não é um Stark pela linha masculina, tem pesadelos em que as Criptas "não são seu lugar" e recusa a oferta de Stannis para ser o Senhor quando ele percebe, "o represeiro era o coração de Winterfell... mas para salvar o castelo, Jon teria de arrancar esse coração até suas antigas raízes e entregá-lo ao faminto deus de fogo da mulher vermelha. Não tenho o direito, pensou. Winterfell pertence aos deuses antigos" (ASOS, Jon XII)
Quando Rickon levou os Walders para as Criptas, Bran ficou furioso: "Você não tinha o direito! [...] Aquele lugar é nosso, dos Stark!
Não é por acaso que os contos sugerem que a árvore-coração, "o coração de Winterfell" é dito ter testemunhado o trabalho do Construtor. Na verdade, no Norte, a árvore-coração é usada como testemunha para votos de todos os tipos, incluindo casamentos e contratos. Ramsay e "Arya" dizem seus votos em frente a uma árvore-coração, e Jojen diz a Bran que os filhos da floresta não tinham "nem tinta, nem pergaminhos, nem linguagem escrita. Em vez disso, tinham as árvores, e os represeiros acima de tudo”.
Juntando o que aprendemos sobre a história da Casa Stark em O Mundo de Gelo e Fogo, pudemos ler como o crescimento de seu domínio não era só reflexo do crescimento de Winterfell "ao longo dos séculos como se fosse uma monstruosa árvore de pedra", mas que havia um propósito mais profundo para as guerras que eles travaram. Eles mataram o warg Gaven Greywolf na "Guerra dos Lobos" e o Rei Warg da Ponta do Dragão Marinho, matando seus vidente verdes e levando suas filhas como prêmios.
Estes podem ter sido os eventos históricos que levaram Haggon a dizer: "Ao sul da Muralha, os ajoelhadores nos caçariam e nos matariam como porcos..". Theon Stark, o Lobo Faminto, matou o Rei Marsh e casou-se com sua filha, e é comum rumores de que os crannogmanos se casaram com os Filhos da Floresta. Com base na visita de Howland à Ilha das Faces e ao status de Jojen como um sonhador verde podemos supor que eles têm estreitas conexões com a magia do Deuses Antigos, tenham se casado ou não.
A razão para essas guerras contra outros praticantes da magia do Norte remonta a Brandon o construtor, que eu vou supor também foi o Último Herói, uma vez que foram Winterfell e a Muralha que conseguiram alcançar o que o Último Herói estava determinada a fazer:
E assim, enquanto o frio e a morte enchiam a terra, o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido.
Isso remonta a um grande pacto que ele fez com os Filhos há 8000 anos: em troca da ajuda mágica destes, de ser o único legítimo possuidor dessa magia, e ter o mandato para conquistar o Norte, o Construtor e seus descendentes dariam sacrifícios aos Deuses Antigos, preservariam seus represeiros e manteriam os Outros à distância. Todo o propósito do lema da Casa Stark é expresso em "O Inverno está Chegando". Não é um vanglória – como é comumente observado –, é algo mais. É uma justificativa para o direito deles de governar. Ao absorver a magia no sangue do Rei Warg e do Rei Marsh, os Reis do Inverno estavam agindo conforme o pacto. Assim como o Rei Pescador, ou seja, o Rei Arthur, protegeu o Santo Graal, também os Starks mantêm a árvore-coração, tirando dela poder e legitimidade.
É muito provável que o próprio Construtor tenha sido um vidente verde, fundindo-se com a árvore-coração como parte de seu pacto com os Deuses Antigos para se tornar o primeiro Stark em Winterfell. "Bran" significa "corvo" em galês e Corvo de Sangue diz a Bran que as mensagens foram enviadas por corvo entrando-se na pele deles:
Foram os cantores quem ensinaram aos Primeiros Homens a enviar mensagens por corvos... mas, naqueles dias, as aves podiam dizer as palavras. As árvores se lembram, mas os homens esquecem, então agora escrevem a mensagem em pergaminho e amarram em volta da perna da ave com quem nunca compartilharam a pele. (ADWD, Bran III)
Isso não é um acidente, pois GRRM afirmou que os nomes de seus personagens foram escolhidos com "uma boa quantidade de reflexão". Apenas dois indivíduos na narrativa tem a capacidade confirmada de entrar na pele de corvos, e ambos são vidente verdes. Dizem que os reis da Era dos Heróis – o Construtor entre eles – viveram por centenas de anos, exatamente o que os verdes fazem, usando os represeiros como uma espécie de aparelho de manutenção sobrenatural da vida na velhice. Jojen aprofunda nossa compreensão do papel dos represeiros quando diz:
Quando
[os cantores e vidente verdes]
morriam,
entravam na floresta,
em uma folha, um galho ou uma raiz,
e as árvores se lembravam
Todas as suas canções e feitiços, suas histórias e orações, tudo o que sabiam sobre esse mundo. Os cantores acreditam que os represeiros são os antigos deuses.
Quando cantores morrem, eles se tornam parte dessa divindade.
(ADWD, Bran III)
Se o Construtor era de fato um vidente verde, e a árvore-coração de Winterfell seu repouso final (lembre-se daquela lagoa preta bacana ao lado, que ninguém nunca tocou o fundo) – como há fortes evidências de que ele seria – então isso significa que a jornada de Brandon esteve, desde o início, sob o olhar direto de seu ancestral. Quando Bran fala pela primeira vez da árvore-coração, ele diz que "sempre o assustara; as árvores não deveriam ter olhos, pensava Bran, nem folhas que se parecessem com mãos”.
À medida que o preparo de Bran como herdeiro do Construtor continua, ele cai cada vez mais sob sua influência, atraído pelos represeiros cada vez mais, especialmente para a árvore-coração:
Bran sempre gostara do bosque sagrado, mesmo antes, mas nos últimos tempos achara-se cada vez mais atraído para lá. Até a árvore-coração já não o assustava como antes. Os profundos olhos vermelhos esculpidos no tronco claro ainda o observavam, mas, de algum modo, agora tirava conforto disso. Os deuses olhavam por ele, dizia a si mesmo, os deuses antigos, deuses dos Stark, dos Primeiros Homens e dos Filhos da Floresta, os deuses do seu pai. Sentia-se seguro à vista deles, e o profundo silêncio das árvores o ajudava a pensar. Bran passara a refletir muito desde a queda; a refletir, a sonhar e a falar com os deuses. (ACOK, Bran VI)
Era uma árvore estranha, mais esguia do que qualquer outro represeiro que Bran tivesse visto e desprovida de rosto, mas pelo menos fazia-o sentir que os deuses estavamali com ele (ASOS, Bran IV)
A árvore-coração em Winterfell viu a colocação da primeira pedra, e foi no Bosque Sagrado que Bran fez sua última escalada sobre as paredes de Winterfell. Verão notavelmente uivava com medo, como se sentindo que algo terrível estava prestes a acontecer do mesmo jeito que Vento Cinzento fizera nas Gêmeas:
Estava no meio da árvore, deslocando-se com facilidade de galho em galho, quando o lobo se pôs em pé e começou a uivar.
Bran olhou para baixo. O lobo calou-se, olhando-o através das fendas de seus olhos amarelos. Um estranho arrepio o atravessou, mas recomeçou a trepar. Uma vez mais o lobo uivou.
Quieto – gritou. – Senta. Fique. Você é pior que a minha mãe – os uivos seguiram Bran até o topo da árvore quando, por fim, saltou para o telhado do armeiro e para fora de vista.
Os Deuses Antigos (e Corvo de Sangue) estão fortemente implícitos em ter previsto seu destino, assim como Summer sentiu. Eles têm inteiramente a intenção de que ele desempenhará seu papel na saga e cumprirá o pacto, quer ele queira ou não:
– Muito dele se transformou em árvore – explicou a cantora que Meera chamava de Folha. – Ele viveu além de seu tempo mortal e, ainda assim, permanece aqui. Por nós, por você, pelos reinos dos homens. Apenas uma pequena força permanece em sua carne. Ele tem mil olhos e um, mas há muito para ver. Um dia, você saberá.
Observei-o por um longo tempo, observei-o com mil olhos e com um. Vi você nascer, e o senhor seu pai antes de você. Vi seus primeiros passos, ouvi sua primeira palavra, fiz parte de seu primeiro sonho. Estava observando quando caiu. E agora finalmente você veio até mim, Brandon Stark, embora a hora seja tardia.
(Bran II e III, ADWD)
A resposta da GRRM à pergunta "Como pode um mortal se tornar um rei perfeito?" é evidente na narrativa de Bran: Apenas tornando-se algo não completamente humano, tendo características divinas e imortais, como a um represeiro, fundidas em seu ser – e, portanto, tornando-se mais ou menos do que completamente humano, dependendo de sua perspectiva.
Este é o único tipo de monarquia ao qual GRRM confere legitimidade, do tipo onde o rei sofre em sua jornada e é quase desumanizado pelo bem de seu povo. O Último Herói (o Construtor) em sua busca pelos Filhos, viu todos os seus 12 companheiros morrerem. Jojen agora está perto da morte, e diz a Bran que:
[…] Terra e água, solo e pedra, carvalhos, olmos e salgueiros, estavam aqui antes de nós, e ainda permanecerão quando tivermos ido.
Assim como você – disse Meera. Aquilo entristeceu Bran. E se eu não quiser permanecer quando vocês se forem?, quase pergunto.-(Bran, ADWD)
Bran viverá mais que seus amigos, Meera e Jojen. Embora ele se reencontre com seus irmãos Arya, Sansa, Rickon e até mesmo Jon, e sua vida com eles seja feliz, Bran viverá mais do que eles também, e que seus filhos. Ele viverá mais que Nymeria, Cão Felpudo, Fantasma e até Verão. Corvo de Sangue lhe disse:
Tenho meus próprios fantasmas, Bran. Um irmão que amava, um irmão que odiava, uma mulher que desejava. Através das árvores, ainda os vejo, mas nenhuma de minhas palavras jamais os alcançou. O passado permanece no passado. (Bran, ADWD)
Através da árvore-coração de Winterfell, Bran será na velhice como Corvo de Sangue é agora, "meio cadáver e meio árvore, [...] parecia menos um homem do que uma sinistra estátua feita de madeira retorcida" e imerso nas memórias de uma infância feliz que está perdida para ele: Ele e Arya correndo brincando com espadas de gravetos no bosque sagrado; escalando as paredes de pedra enquanto Arya e Sansa têm uma luta com bolas de neve; o pai que se senta ao lado do fogo falando "suavemente da era dos heróis e das crianças da floresta"; uma mãe ordenando-lhe para descer antes que caia; ele, Jon e Robb treinando no pátio.
Perto do fim de sua vida, Bran não será tanto um ser humano. Mais como um veículo e canal das energias mágicas que são a fonte do poder da Casa Stark. Ele será um rei quando "nunca pediu para ser um príncipe", um vidente verde quando "era com a cavalaria que sempre sonhara": Ele será o Stark em Winterfell, preso ao lugar primeiro pela paralisação de suas pernas e sua ligação com o lobo gigante e as árvores, depois por sua ligação física com a própria árvore-coração.
Seja qual for a barganha faustiana que o Construtor fez para ajudar os Filhos, é claro que ele não apenas se ofereceu: ele ofereceu seus herdeiros. A jornada de Bran, seu preparo como Senhor, warg e agora vidente verde é processo que possivelmente levará milhares de anos em construção. O próprio Bran vê seu papel de Senhor, o Stark em Winterfell, como seu destino, sua única escolha:
Por que teria de desperdiçar seus dias ouvindo velhos falando de coisas que só compreendia parcialmente? Porque está enfraquecido, lembrou-lhe uma voz no seu interior. Um senhor na sua cadeira almofadada podia ser aleijado. [...] Mas um cavaleiro no seu corcel de batalha não podia. Além disso, era o seu dever. (ACOK, Bran II)
Depois que ele olhou profundamente para o Coração do Inverno, o Corvo de Três Olhos disse a ele: "Agora você sabe por que você deve viver... porque o inverno está chegando."

A Nova Era

A extensão da ajuda dos Cantores a Bran, Casa Stark e o reino traz à mente a pergunta: Por quê? Por que fariam isso? Eles vivem em uma caverna protegida, e estão à beira da extinção em qualquer caso, então o que importa para eles que a humanidade em Westeros possa ser dizimada? A Resposta está na previsão de Folha dos anos que estão por vir:
Foram para baixo da terra – Folha respondeu. – Nas pedras, dentro das árvores. Antes dos Primeiros Homens chegarem, toda esta terra que você chama de Westeros era nosso lar, e mesmo naqueles dias éramos poucos. Os deuses nos deram longas vidas, mas não grandes números, para não saturar o mundo, como os cervos saturariam a floresta se não existissem lobos para caçá-los. Aquela era a aurora dos dias, quando nosso sol estava nascendo. Agora ele se põe, e este é nosso longo minguar. Os gigantes estão quase desaparecidos também, eles que eram nossa perdição e nossos irmãos. Os grandes leões das montanhas do oeste foram mortos, os unicórnios se foram, os mamutes são apenas algumas centenas. Os lobos gigantes sobreviverão a todos nós, mas sua hora também chegará. No mundo que os homens fizeram, não há espaço para eles, ou para nós.
(Bran III, ADWD)
Folha está prevendo a morte de todas as raças mágicas e anciãs do mundo, até mesmo lobos gigantes. Dado que a magia dos represeiros inclui poderes de profecia, talvez ela esteja correta, talvez não. O que é relevante, no entanto, é o que não foi previsto que acabaria: os represeiros e os sacrifícios de sangue dados a eles são de onde vem magia de Westeros. Onde um assentamento humano declinou, os represeiros retornam, como Brienne descobriu nos Sussurros e Bran no Fortenoite. Ambos encontraram represeiros jovens, magros e sem rosto. A civilização ândala, que teme e queima madeiras selvagens, também está morrendo, a medida que o Sul entra em colapso por meio da violência e da fome.
A explicação está nos represeiro, e na ajuda a Bran e, por extensão, ao reino: os filhos pretendem que a humanidade seja herdeira da administração das árvores sagradas que guardam as almas de seus ancestrais e sua memória. A humanidade, ao contrário dos Cantores, se reproduz rapidamente, e qualquer que seja a origem exata dos Outros (seja como arma criada pelos Cantores que saiu pela culatra, ou como alguns teóricos sugerem, troca-peles que realizaram o que Varamyr não conseguiu fazer através de bebês masculinos como as oferendas de Craster, ou algo totalmente diferente), foi apenas com a chegada da humanidade que os Outros entraram para os registro histórico. Os Outros agem como uma ferramenta cósmica contra uma humanidade que esgotaria a terra como "como os cervos saturariam a floresta se não existissem lobos para caçá-los."
Os Outros são os lobos para caçar humanos, o gelo para trazer equilíbrio ao fogo. Os Starks em Winterfell agem como um dos guardiões desse equilíbrio, a tranca em um portão que mantém à distância um poder sombrio na terra, assim como os valirianos eram para o que estava nas profundezas das Quatorze Chamas. Eles manterão esse equilíbrio até que talvez eles, por sua vez, encontrem o mesmo destino que os Cantores e sejam substituídos por outro invasor de Essos. Não surpreeende que Winterfell pareça ter sido projetado tendo em mente a luta contra os Outros e suas criaturas.
Sugere-se que a Ordem Sagrada dos Homens Verdes tenha se combinado de alguma forma com a terra se analisarmos sua pele verde, aura mágica e a administração de um poderoso bosque de represeiros, e é certo que desempenharão algum papel neste projeto, embora ainda não esteja muito claro qual é esse papel, assim como os detalhes desse projeto.

Conclusão

Há uma relação entre as diferentes figuras míticas e as fontes de seu poder:
Em todo caso, há um esboço de força sobrenatural, e até mesmo divindade, na entidade que age como uma ponte entre presente e algo muito maior: Winterfell para o passado antigo, o represeiro para a divindade e o Santo Graal para o deus-criador cristão. A imagem do Rei Pescador em ASOIAF é criada a partir da fusão do papel do Rei do Inverno ao vidente verde, e, por sua vez, a de Winterfell à árvore-coração. Ela se baseia em uma série de enxertos entre seres diversos e distintos, como afirma este meta-texto:
Simbolicamente, o enxerto imagina a súbita junção de coisas diferentes - uma fusão que pode ser perturbadora ou transformadora. O enxerto representa não apenas uma prática horticultural, mas também uma forma de compreender as fronteiras permeáveis e produtivas entre eu e outros, humanos e não humanos, bem como as conexões entre passado, presente e futuro...
Talvez o mais importante, enxertando noções de primogenitura e ideias estritas de parentesco, introduzindo incerteza em distinções renascentistas entre alto e baixo, animais e plantas, humanos e não humanos.
O Stark em Winterfell por sua natureza é destinado a ser um vidente verde, e sua ligação com o castelo é inseparável de sua ligação com a árvore-coração. Através disso, por sua vez, Winterfell adquire o aspecto de uma árvore, assim como o represeiro tem aspectos de pedra. Cada um se torna como o outro, fundido em praticamente um ser, assim como o rei adquire qualidades de divindade e, no caso do Criador Cristão, o deus é pensado como um rei ("rei dos reis, que do teu trono olha para ti"). Winterfell, nunca se diz ter sido "construído" na narrativa. Em vez disso, "Milhares e milhares de anos antes, Brandon, o Construtor, erguera [raised] Winterfell e, segundo alguns diziam, a Muralha." -(AGOT, Bran IV). "Criar" [raise], da maneira que você "cria" uma criança ou cultura, é a maneira pela qual você lida com algo que é orgânico, vivo, com sensibilidade própria. Bran também nota que aqueles que "construíram" Winterfell "nem sequer tinham nivelado a terra; havia colinas e vales por trás dos muros de Winterfell”.
Winterfell é assimétrico e irregular, como as coisas vivas e orgânicas são. Esta imagem está fortemente impressa nela que se diz que "o edifício fora crescendo ao longo dos séculos como se fosse uma monstruosa árvore de pedra, com galhos nodosos, grossos e retorcidos, e raízes que se afundavam profundamente na terra." Cada um feito mais forte por essas relações, com o Stark em Winterfell servindo como um ducto humano.
Da mesma forma que Winterfell se torna como uma árvore, o represeiro tem aspectos de não ser de alguma forma do mundo de carne e osso. Um Blackwood observa sobre um represeiro: "Por mil anos não mostrou nem uma folha. Quando se passarem mais mil anos, ela se transformará em pedra, [...]. Represeiros não apodrecem”.
Muitas vezes na narrativa, a madeira é comparada com osso, liso e branco, e osso é um tecido do corpo que permanece muito tempo após a morte, separado da carne viva. O Construtor também está associado com Ponta Tempestade. "Uns diziam que os filhos da floresta o ajudaram a construí-lo, dando forma às pedras com magia; outros afirmavam que um garotinho lhe tinha dito o que fazer, um garoto que cresceria para se tornar Bran, o Construtor”. -(ACOK, Catelyn III)
Entender o Construtor como um Rei Pescador resolve muitas contradições na história história dele, especialmente a ideia de que um homem procurou por uma raça de seres que fizeram suas casas de madeira e folha para aprender a construir um castelo de pedra. Havia um propósito muito além do aprendizado; ele foi propor uma união: a civilização humana e a floresta primordial, para criar um monólito que é tanto castelo quanto árvore, governado por um homem que é rei e xamã. Como deveria ser. E como será, pelo único rei em Westeros que GRRM e sua história valorizam e honram:
Brandon Stark, o herdeiro de Winterfell, filho de Lorde Eddard e Lady Catelyn.
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2020.09.24 01:24 henrylore NAJIYU EP 10 - Por uma vida

Sh: *atira uma bola de fogo nos dois
H: *puxa a espada e reflete a bola de fogo nele
Sh: *desvia dando dois passos pra trás
Hmmm. Nada mal, mas-
°-°
H: *troca de lugar com uma pedra e aparece atrás dele
*chuta a cara dele
EMPTY CHUTE
Sh: *chega um pouco pra trás e coloca a mão no rosto
H: *cai no chão
*levanta e olha pra ele
*aponta a espada pra ele
se você vai apelar, a gente vai revidar apelando também
Sh: ate parece-
L: MAGIA DE AR: CORTE DA LÂMINA DOS QUATRO VENTOS
*vem quatro rajadas de ar e acertam o shibaru
L: heh eu achei que você fosse mais forte...
Sh: HUWAAAAAH
*levanta uma grande quantidade de fogo
*aponta a mão pro Lusk
FEITIÇO DE FOGO: BOLA DE FOGO DO DRAGÃO
L: *desvia mas por um triz
PUPUPUPU
qual foi mané????
H: *sai correndo em direção ao shibaru
Sh: *aponta mão pra ele e atira outra bola de fogo
H: *para, e se prepara igual um jogador de baseball
*rebate a bola de fogo com a espada
Sh: °^
*bola de fogo acerta ele e explode tudo
H: *chega perto do lusk
Luskeiros ele está perdendo muito
L: ele tomou um pau da própria magia...
**lusk sente algo no pe dele
???????
*olha pra baixo e vê uma camada de pedra cobrindo o pé dele
Sh: Feitiço de pedra: Armadilha de urso
H: ele te prendeu
*corre pra cima do shibaru
Sh: *atira uma bola de fogo no Henry
H: *se prepara pra rebater quando...
**bola de fogo desvia e acerta o Lusk
L: *se solta das pedras e cai no chão
au...
Sh: agora que o moleque com mana foi contido...
é a sua vez
*da um soco na cara do Henry
H: *dropa a espada e cai no chão
ugh-
*olha pro shibaru e vê
*a cara dele séria, com chamas atrás dele das coisas que ele queimou, na noite, escura mas então...
**vêem uma explosão vindo do meio da vila
*uma camada enorme de poeira surge sobre a vila inteira
Sh: que merda é essa..?
H: Duda! é a mesma magia do trem...
Sh: de que adianta SE VOCÊS VAO MORRER
*tenta dar um soco no Henry mas para
L: *da um soco na barriga dele
eu não vou desistir, seu saco de pancada indiano
Sh: maldito...
L: EU DISSE PRA CALAR A BOCA
*faz um redemoinho no chão e joga ele pra longe
na verdade eu não disse nada mas finjamos que eu disse algo ok?
H: blz ne mano
**olham pra cima
**veem bolas de fogo caindo
H: oh no
L: mano...
Sh: FEITIÇO DE FOGO : CHUVA DE METEOROS
**os dois caem no chão
Sh: *segura lusk pela gola da camisa
você se sente o espertão né?
L: *segurando a mão dele tentando se soltar
uuuggh
Sh: heh
*puxa a mão e faz um risco de fogo cortando o ombro do lusk
*joga lusk em cima de uns barris numa vendinha
H: Lu-
Sh: e voce se importa muito com os outros aparentemente né?
engraçado...
*joga lá junto com o Lusk
*faz um pássaro de fogo
Digam adeeeuss...
H: ei, Luskeiros
L: Faleis
H: eu tenho uma ideia
L: Faleis
H: *sussurra
Sh: FENIX RENASCIDA
*atira fênix
heh foram bons oponentes
L: *usa a lâmina do vento e corta a fenix em quatro partes
é só o que eu aguento brether, minha mana está quase 0 e eu estou muito machucado
H: relaxa, agora deixa comigo
*puxa espada e sai correndo em direção ao Shibaru
Sh: ...
*puxa espada
*ataca Henry
H: *defende com a mão esquerda a espada do shibaru
*ataca com a espada na costela dele e joga ele pra trás
Sh: UGH
..
seu...
H: ...
hehe
*com a mão sangrando
Sh: GRRR
SEU MERDINHA
*levanta um monte de labaredas de chama e atinge o Henry com um punho de fogo
PUNHO DO VULCÃO
H: *sai voando e cai nas armações do festival
Sh: *faz uma bola de fogo e atira no Lusk
L: *continua escondido
Sh: *vai em direção ao Henry
H: *levanta
você é forte hein?
Sh: heh, quero ver vocês explicarem isso depois pro reino...
H: como assim?
Sh: olha tudo o que eu fiz
e que vai cair na culpa de vocês
igual vocês sendo preso aquele dia AHAUSHUEEH
em breve eu não estarei mais aqui
eu estarei longe e ninguém mais vai me atingir
porque eu terei o poder...
H: hehe
AHHSSHSHSUSHSHUEHE
é verdade
Sh: por que está rindo?
H: porque voce é um idiota de quinta categoria
*puxa um fio e revela que no chão, próximo ao pé do Shibaru, tem um microfone (praticamente a única coisa eletrônica desse mundo), e a voz dele ecoa por toda a cidade
Sh: ...
s-seu....
**luz do castelo acende
H: he-he....
*cai no chão lentamente
Sh: *faz uma enorme chama vermelha e monta um monte de bola de fogo
agora... EU VOU TE MATAR ANTES DE SER PRESO
*atira no Henry
FOGARÉU EM MASSACHUSETTS
**vem uma bomba de água e acerta a bola de fogo do Shibaru
Ne, P, Du: *param na frente do Shibaru
Sh: vocês....
Du: *segura o Henry antes dele cair no chão
*começa a usar feitiços de cura nele
Sh: O QUE FAZEM AQUI?
*puxa uma lança de fogo
Ne: é óbvio que o feitiço era da Duda, portanto ela acordou antes e acordou a gente também
P: e ai a gente veio aqui pra te socar por ter feito tudo isso
Sh: podem tentar se quiser
*atira a lança
VINGANÇA INFERNAL
P: *levanta um punho gigante de água e acerta ele contra o chão
PUNHO SAGRADO AQUÁTICO DO AMOR (em japonês é mais bonitinho acreditem)
Ne: *levanta uma pedra de gelo do chão pra jogar o shibaru longe
FEITIÇO DE GELO: ICEBERG
Sh: *vai contra a parede de uma casa
Ne: *bate a lança do lado dele e finca ela na parede
Olha só, eu posso até ter saído e ter de dado a liderança. Mas se eu voltar, EU sou a líder aqui, ok?
voce nao pode me dar ordens...
Sh: ughhh maldita...
??: Senhores??
**olham pra trás e veem o hb, o clocks e o gerbido
Hb: senhores?? o que houve?
Ne: ah, nada não meu caro guarda
*olha pro shibaru
só um fugitivo aqui
Cl: eu sinto muita mana aqui... mas essa destruição toda teve um autor
*todo mundo olha pro shibaru
Sh: grrrr
J: *cai do céu e pousa perfeitamente
já acabaram aí?
Gui: Opa, tudo bom?
P: ah então era ele que tava te seguindo
Gui: o nomad me disse um monte de coisa, eu achei daora e resolvi acreditar em vocês
Ne: entao... estamos livres?
Gb: voces provaram ser pessoal de grande coração então..
sim
L: AEEE CARAAAAACA
TAMO LIVRE
Ne e P: VOCE TA BEMM???!!!!
L: claramente meus caros, isto não passa de um arranhã-
*começa a cair lentamente
Ne: *segura o Lusk
Hb: *faz um tentáculo de água vindo da mão dele e segura o shibaru
Sh: ...
Ne: *da tchauzinho com a mão
P: henry... ele tá bem?
Du: o ferimento foi muito profundo, eu não posso fazer muita coisa
P: :(
Ne: o lusk nao ta tão machucado mas ele tá bem machucado
*com o lusk se segurando no ombro dela
P: o que a gente faz com ele????
Du: não sei...
Cl: vocês podem levar ele até a ay..
Ne: ay?
Cl: é uma nova pessoa que surgiu recentemente na vila, e a may reconhece ela pela grande capacidade de cura dela
Ne: ...
L: parece- interessante..
Cl: visitem ela antes de dar uma dormida, se pá ela ta na casa dela
P: onde fica?
Cl: na única torre da vila
vai lá depois
Gui, Hb, Cl: *saem andando pro castelo junto com o shibaru
J: ... vocês não tão esquecendo de nada?
Ne: °° O GAROTO
Du: *olha pra área e os olhos dela ficam rosas
... não sinto mana aqui
J: eu sinto a presença dele
*joga uma shuriken que voa até uma vendinha e derruba um pano que tava cobrindo ela
Gt: *caído no chão
J: *segura Guilt
hora da festinha!
**na casa da aynazz
Ne: *bate na porta
aloooo alguem aí?
??: *abre a porta
{uma pessoa bem baixinha, com cabelo branco e curto, o rosto parecido com o do lusk}
??: sim?
Ne: você é a ayyna não é?
Ay: sou
*olha pro lusk
MEE VOCE TA TERRIVEL
L: digamos que eu estive numa rinha de cavalos.
**um tempinho depois
Ay: *curando o Henry
esse corte não vai sarar completamente
*puxa braço do Henry e amarra uma atadura no pulso, entrelaçando nos dedos da mão
eu acho que isso deve durar
e o outro?
L: eu.
*senta e mostra o ombro
Ay: *cura Lusk
...
*sente algo familiar no Lusk
...
L: alo? você pode andar rápido com isso aí? eu tô com sooono
Ne: LUSK NAO APRESSA A MENINA
Ay: shhhh não façam barulho!
meus pais tao dormindo no quarto andar da torre
Ne, L, P, Du, J: QUARTO ANDAR??!
Ay: já falei pra ficarem quietos
H: *abre os olhos
hummmmm
*levanta o que rolo-
*olha pra mão toda atada
ah.
L: Brether nós conseguimos. Socamos o cara até ele esquecer o próprio nome
H: ai sim meu caro
mas onde estamos?
Ne: casa da aynazz, uma curandeira aqui da cidade
daora não?
H: hummmm
Ay: prontinho vocês tão curados
procurem não batalhar as 2 da manhã tá bom???
J: *chega perto dela
ei eu tenho um último pedido
pode ceder a sua residência pra gente fazer uma festinha pro Guilt?
Ay: hummmm??
J: aquele menino ali
pufavoooo *faz uma cara fofinha
Ay: .. beleza, mas não façam barulho vou trazer bolo
J: bolinhooooo
**um tempo depois...
Gt: *acorda
hmmmm
*olha pra frente dele e tem um bolinho com "12" em velas
H, L, P, Ne, Ay, Du, J: surpresaaaaaa
Gt: hum?
H: a gente soube que hoje é seu aniversário, então a gente decidiu comemorar!
Gt: serio?
{a personalidade do Guilt é super tranquila perante a tudo, mas como ele não conhece ninguém e ainda tá meio tonto por causa do feitiço da Duda, €.}
Gt: então vamo comer
**todo mundo: ITADAKIMAAASUUU
**tempo depois
Ay: obrigada por terem feito algo aqui, foi bem legal
alegrou minha noite
L: nao foi nada, cara dama.
Ay: eu sinto algo familiar em você
L: O QUE sera que eu sou bonitão?
Ay: meh acho que não tchau gente!
*fecha aporta
L: Hmmmm. ;-
Gt: então... agora vocês vão... embora..?
*olha pros 6 na luz da lua minguante
Gt: sabe.. foi tão daora e eu nunca tenho nada pra fazer... além de fugir
H: sabe... as pessoas se despedem, e as vezes se encontram de novo
Gt: ...
Ne: ...
por que você não vem cm a gente?
H, P, L: hummm?
Ne: sabe, pode ser legal a gente descobrir o que esse amuleto aí faz e se ele pode ser útil nas batalhas
você pode ser um baita de um guerreiro
L: ela tem razão
P: olha só
H: faz senrido
Gt: ...
eu irei!
eu entro pro grupo de vocês
Ne: aí eu vi vantagem
H: :)
e voce, john?
vai com a gente também?
J: ah cara...
*olha pra trás e vê a Duda
... eu tenho lugares a visitar mas... digamos que a gente faz parte do time
H: tudo o que eu queria ouvir
**colocam as mãos no meio
Ne: sabe.. eu tô enjoada desse negócio de ordem
eu acho que mancharam demais essa coisa aí e nos devíamos levantar nosso próprio império
H: tipo o que?
Ne: sabe... nós causamos uma tempestade aí...
e vocês sabem que tempestade de neve é nevasca né?
(claramente quer o nome dela no grupo)
H: hummm que tal Blizzard?
Ne: Blizzard? soa daora
*coloca a mão no meio
Blizzard.
H: *coloca a mão também Blizzard
P: *coloca a mão Blizardo
L: *coloca a mão
Blindado.
J, Du, Gt: *colocam a mão
Blizzard.
Ne: então tá decidido.
H: sim. *levantam as mãos
...
.. NO PRÓXIMO EPISODIO DE NAJIYU:
EP 11 - Descansamos!...Ou não. Lily, Xiulabi e Kanix!
☘️
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2020.08.07 03:52 YatoToshiro Fate/Gensokyo #48 Saber of Red (Fate/Apocrypha) Parte 1


https://preview.redd.it/9oorxngvkhf51.png?width=5000&format=png&auto=webp&s=22792ce3e062457b2b9f10ebd903e1bd32f703af
O Nome Verdadeiro do Sabre é Mordred, O Cavaleiro da Traição. E o "filho" do Rei Arthur, mas ela é realmente feminina apesar de ter sido criada como o herdeiro secreto do sexo masculino. ao trono. Ela ficou conhecida como um "vilão raro" que conseguiu manchar uma lenda gloriosa no final de sua vida.
Ela foi concebida entre Artoria e sua irmã, Morgan le Fay, através de circunstâncias não-ortodoxas. Artoria, normalmente mulher, era um pseudo-homem na época devido à magia de Merlin, então Morgan a encantou com um feitiço para extrair esperma dela. Morgan desenvolveu-a dentro de seu próprio ovário e transformou a criança em um clone de Artoria, homúnculo. Devido ao seu status de homúnculo, ela recebeu um período de crescimento muito mais rápido do que um ser humano comum, e sua vida útil foi muito menor. Ela foi criada em segredo e disse para esconder seu status e obedecer ao rei até a hora certa.
Disseram que é seu direito herdar o trono, Morgan pediu-lhe que um dia derrotasse o rei dos cavaleiros e ocupasse o "lugar" dele. Ela tinha a mesma obsessão que sua mãe, mas antes de tudo isso era sua adoração pelo rei Arthur. Ela sentiu vergonha de seu nascimento retorcido, inconscientemente agindo com ciúmes de pessoas normais e, com a inocência especial que as crianças possuem, ela adorou o "rei perfeito". Dado um capacete que lhe disseram para nunca remover na frente dos outros, ela acabou sendo enviada a Camelot sob a recomendação de Morgan e, através de uma apresentação de sua soberba esgrima, tornou-se um dos Cavaleiros da Távola Redonda. Ela recebeu sua espada, apesar de suas origens desconhecidas por causa de suas habilidades e cavalaria mental direta.
Ela protegia o caminho dos cavaleiros muito parecido com o que só podia ser encontrado nos livros de figuras, trabalhando duro diariamente para ser o cavaleiro ideal, enquanto escondia sua antipatia pelos outros. No final, até essa inocência foi destruída por Morgan, que revelou os segredos de seu nascimento. Ela soube de sua paternidade e foi informada de que o rei também não sabia. Morgan tentou incutir que o rei nunca aceitaria uma criança tão imunda, mas ela ficou chocada, envolvida em alegria. Embora não seja um ser humano adequado, compartilhando o mesmo sangue que o rei, sendo o "filho" de um rei superior, ela se orgulhava do fato de não ser humana. Ela sentiu que, em nome, realidade, mente e corpo, estava apta a ser a verdadeira sucessora do rei dos cavaleiros.
Ela foi sem ter o menor sentimento de rebelião, estimulada pela verdade e se aproximou do rei com deleite. Criado sem pai, o rei era a forma de um "pai" divino para ela, mas Artoria a rejeitou com muita clareza. Ela disse que, embora Mordred certamente tenha nascido das conspirações dela e de sua irmã, ela não reconhecerá Mordred como seu "filho" nem lhe dará o trono. Mordred acreditava que tudo se devia ao ódio do rei por Morgan, que seria impossível que seu "filho" fosse aceito. Pensando que essa era a razão de seu título ser o mais fraco, acreditando que, por mais que tentasse, mesmo que se destacasse por todos, que o rei a veria para sempre como uma criança suja desde o momento em que nasceu em Morgan, seu grande amor pois o rei até então a fez queimar o ódio.
Como resultado disso, a desconfiança da Távola Redonda em relação ao rei se espalhou e os reinados do poder em Camelot foram tomados quando o rei partiu para a expedição de Roma. Mordred tornou-se o líder da rebelião, representando o descontentamento nacional em relação a Arthur. Depois que o rei finalmente voltou de uma batalha longa e cansativa, Mordred se enfureceu, alegando que odiava o rei e que apenas ela estava apta para o trono. A verdade era que ela só queria ser aceita por Artoria e queria ser chamada de "filho" por ela. O conflito acabou levando a uma luta final, a Batalha de Camlann, onde os dois exércitos estavam morrendo em uma batalha acalorada. Os poucos cavaleiros que ficaram com o rei logo morreram, deixando apenas os dois de pé.
Os dois se enfrentaram em uma colina de espadas no meio de um campo de batalha em chamas, onde Mordred apontou que o país havia terminado e que o vencedor não importava mais porque tudo se foi. Culpando a situação do rei por não lhe dar a coroa, ela perguntou se o rei odiava tanto o "filho de Morgan". Artoria respondeu sem emoção: "Nem uma vez eu te desprezei. Só havia uma razão para eu não lhe dar o trono. Você não tinha a capacidade de um rei". Mordred avançou enquanto impulsionado pela paixão e acabou sendo derrotado em um único combate, desmoronando enquanto ainda era perfurado pela lança sagrada Rhongomyniad. Livre da máscara imposta a ela, com um rosto idêntico ao seu "pai", ela disse ".... Pai", enquanto tentava tocar o rei com as mãos encharcadas de sangue pelo menos uma vez, mas não foi nem concedida esse desejo quando ela caiu. Por estar preso a uma forte maldição, Mordred ainda balançou a espada após a morte, deixando um ferimento fatal em Artoria, que mais tarde morreu por causa de seus ferimentos.
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2020.07.08 19:24 YatoToshiro Fate/Gensokyo #13 Gorgon (Rider)


https://preview.redd.it/eszycefe2o951.png?width=510&format=png&auto=webp&s=9b7808f5ce519c71794a2c533c921c6d2d95c00b
O nome verdadeiro de Rider é Medusa, o Gorgon da mitologia grega. Em vez de ser um Espírito Heroico comum, ela é uma existência mais próxima de um Espírito Divino, mas suas ações tornaram melhor categorizá-la como um "anti-herói mais próximo de um monstro". Com suas irmãs mais velhas Stheno e Euryale , eles formaram as três irmãs Gorgon que habitavam a ilha informe. Ela era conhecida como a "mulher que domina", um anti-herói que se tornou como tal devido aos pensamentos sombrios dos seres humanos. Diferente de alguém como Hassan-i-Sabbah, que era um herói que realmente existia, ela é considerada uma das lendas nascidas pelo acúmulo de crenças.
A lenda da Medusa é diferente da sua vida real. Dizia-se que ela era uma besta meio humana e meio deus, muitas vezes retratada com a forma de uma cobra. Originalmente ela era uma deusa da terra. Enquanto todas eram mulheres originalmente bonitas, ela e suas irmãs foram odiadas pela esposa de Poseidon por causa de seu amor por elas. Atena, com ciúmes de seus lindos cabelos, os transformou em demônios. Isolando-se em um templo sem luz na Ilha Shapeless, eles só atacaram os seres humanos por uma razão. Eventualmente, como vítima das ações irracionais dos deuses, ela deveria ter sua cabeça cortada por seus caprichos. Derrotado por Perseus, refletindo sua petrificação de volta para ela com seu escudo espelhado, Pegasus, filho de Poseidon, teria brotado do sangue de seu pescoço sem cabeça.
Fate/Hollow Ataraxia Rider é freqüentemente encontrada na Casa Emiya, sempre se envolvendo em sua paixão pela leitura. Ela tem um relacionamento provisório com Shirou (na verdade, Avenger disfarçado), no qual eles passam um tempo lendo juntos em seu quarto. Ela tem um emprego de meio período no mercado e tende a sair sozinha para se divertir, revelando seu gosto pela piscina em Shinto. Apesar de ter se tornado mais aberto com as pessoas, é óbvio que suas ações são realizadas principalmente com Sakura em mente, chegando ao ponto de parar de fazer as coisas que ela gosta para apaziguar seu Mestre.
Quando Avenger percebe a verdade e decide terminar o ciclo temporal em andamento, Rider ajuda os outros Servos a impedir a invasão das Bestas Lobo das Sombras durante o eclipse de Fuyuki. Em parte devido à sua ajuda, Avenger chega ao Graal e se esquece.
Em seu cenário Eclipse, as costas de Kibisis Rider, juntamente com Sakura, aparecem nuas na frente de Shirou e o seduzem com seus lindos peitos grandes em trio. No entanto, eventualmente, acontece que todo o cenário é apenas a ilusão de Rider lançada por seu Breaker Gorgon, enquanto ela tentava convencer Shirou a perseguir Sakura de forma mais agressiva. No entanto, no meio, Shirou percebe a verdade e inverte seu feitiço, revelando que Rider tem sentimentos profundos por Shirou. Aparentemente envergonhado por toda a situação, Rider apagou todo o sonho da mente de Shirou e, ao acordar, Shirou não se lembra do evento, embora Rider obviamente o faça. Ela pensa em agir de acordo com os sentimentos que teve com o sonho, mas fica de lado pelo bem de Sakura mais uma vez.
Fate/Unlimited Codes Ela é conhecida como a Serpente Negra Enfeitiçada.
Sua história de arcada segue de perto a rota Heaven's Feel. Quando Sakura removeu seus feitiços de comando, a conexão entre os dois foi desconectada e Rider está livre. Sakura pediu a Rider para proteger Shirou e formar um contrato com ele. Rider decidiu cumprir seu pedido final antes que Sakura fosse consumida pelo Graal. Como ela ainda é forte com a mana que Sakura forneceu, ela estava preparada para desaparecer deste mundo. No entanto, Rider decidiu cumprir seu dever como serva de Sakura.
Rider encontra Caster em sua luta no templo Ryuudou. Caster cumprimenta seu intruso e pede seu motivo para lutar, considerando Rider, uma Serva perdida que foi expulsa por seu Mestre como o lixo de ontem. Rider afirma que quer o Santo Graal e questiona Caster se existe alguma diferença entre um humano ou um Servo querer colocar as mãos no Santo Graal. Caster responde que, desde que o desejo seja sincero e ela possa dizer que Rider está disposto a fazer o que for preciso para se apossar dele. Mas Caster considera que isso não é motivo suficiente para lutar; portanto, deve haver outro motivo pelo qual Rider deseja o Graal. Caster argumentou que Rider poderia ser dedicado ao próprio ritual. Rider decidiu derrotar Caster, pois ela seria capaz de usar o Graal branco ou preto muito bem e eles nunca se davam bem.
Fate/Tiger Colosseum A rota de Rider no jogo mostra que ela está animada para começar o dia com a esperança de experimentar um novo par de óculos de tigre que promete aumentar o poder do usuário. No entanto, ela rapidamente descobre que os óculos foram roubados e a janela da sala se abriu. Concluindo rapidamente que era um ladrão, Rider começa sua agitação por toda a cidade, recrutando um Arqueiro relutante e falhando em obter a ajuda de Caster.
Por fim, descobriu-se que Rin era o culpado por trás do roubo dos óculos e enquanto Rider a derrota profundamente depois de envergonhar Rin em uma luta, ela descobre que as próprias travessuras de Rin arruinaram todas as propriedades mágicas dos óculos. Quando Rider ficou envergonhada por seu fracasso, é revelado que os óculos não eram potentes, mas o tamanho dos seios minimiza, um fato que Caster provoca Rider.
Fate/Extella
Medusa aparece como personagem jogável. Ela é membro da festa de Tamamo no Mae, junto com Tamamo, Karna, Lu Bu e Elizabeth Bathory.
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2020.07.08 19:11 YatoToshiro Fate/Gensokyo #12 Medea (Caster)


https://preview.redd.it/ir3d6pzm1o951.png?width=510&format=png&auto=webp&s=118739b37dae2cf73234c23547978db482b91fec
O nome verdadeiro de Caster é Medéia, Uma princesa infeliz que foi rotulada como uma bruxa na mitologia grega. Ela era a princesa de Colchis que possuía o Velocino de Ouro. Seu pai, o rei Aeëtes de Colchis, se destacava na magia e, como filha dele, ela também era praticada dessa maneira. Sua personalidade na época estava longe do que seria chamado de bruxa, e seu destino ficou confuso depois que o herói famoso da Expedição Argo, Jason, apareceu diante dela.
Jason discutiu com o rei Pelias, o usurpador do país de seu pai, Iolcos, e finalmente o fez prometer retornar o país ao viajar para o leste a Colchis e retornar com o Velocino de Ouro. Ele foi apoiado pela Deusa Afrodite, e ao perceber que o rei de Colchis era inabalável, ela decidiu controlar a mente de Medéia para ajudar Jason. Medéia foi feita para amar cegamente Jason, o que a levou a trair seu pai e seu país por um estrangeiro que ela nunca tinha visto. Suas habilidades lhe permitiram anular a magia de seu pai e os bois encantadores que cospe fogo, o que deu a Jason a chance de obter o Velocino de Ouro.
O rei Aeetes ficou furioso e decidiu liderar pessoalmente seu exército para capturar Jason antes de deixar o país. Afrodite mais uma vez usou Medéia para ajudar na fuga de Jason, forçando-a a matar seu próprio irmão, Apsyrtus. Embora ela conhecesse Jason apenas pelo nome, seu amor forçado a levou a embarcar em seu navio, o Argo, e fatiar seu irmão em pedaços bem diante dos olhos de seu pai perseguidor. O rei, dominado pela dor, ordenou a coleta dos pedaços de seu filho morto, o que permitiu a oportunidade do Argo escapar de seus perseguidores.
Fate/Stay Night Caster foi originalmente convocado por um mago da Associação dos Magos antes do início da Guerra do Santo Graal. Ele era um mago legítimo, que estava na casa dos trinta, com uma constituição média e poucas outras características notáveis. Ele não tinha vontade de lutar, mas ainda sonhava com a vitória enquanto esperava que os outros Mestres se matassem. Ela rapidamente desistiu dele dentro de alguns dias, enquanto planejava cortar sua conexão com ele. Ela o fez usar seus feitiços de comando em coisas sem sentido, para que ele não tivesse controle sobre ela. Ela agiu como uma Serva obediente e preencheu a presunção do homem, a fim de fazê-lo acreditar que ela ainda seria fiel sem eles, e ao usar seu terceiro feitiço de comando, ela o matou com o Quebrador de Regras, porque não gostou do fato de o contrato ainda existia.
À beira de seu corpo espiritual se dissipando, ela tropeçou em Souichirou Kuzuki, aos pés do Templo Ryuudou. Caster implorou a esse estranho por sua ajuda; Kuzuki obedeceu sem hesitar, formando um novo contrato com ela. Ele então trouxe Caster ao templo e cuidou da recuperação dela. Caster rapidamente se apaixonou por Kuzuki, pois ele foi o primeiro homem a mostrar sua genuína bondade, dedicação e lealdade. Seu objetivo principal passou de obter o Santo Graal para si mesma, simplesmente preservando o pouco tempo que passaram juntos. Para alcançar esse objetivo, ela retirou Mana da população da cidade de Fuyuki e fortaleceu sua posição no Monte Enzou.
Ela é conhecida por outras pessoas como convidada de honra da família Ryuudou, com permissão para viver no templo até que os preparativos para o casamento sejam finalizados. Ela é considerada uma mulher linda e talentosa, porém misteriosa, de alta estatura. Sua presença atraiu a atenção de muitos monges trainees.
Caster encontrou e matou o mestre regular de Assassin antes que ele pudesse fazer a convocação. Ela usou o portão da montanha como um catalisador para convocar um servo falso assassino conhecido como Sasaki Kojirou.
A fortaleza de Caster no Templo Ryuudou é brevemente atacada por Saber, embora seu próprio Servo, Assassino, consiga segurá-la. Algum tempo após a derrota de Berserker, ela interrompe sua coleção de Energia Mágica e invade a Residência Emiya para roubar Saber. No entanto, Shirou a impede de usar o Rule Breaker no Saber, usando seu próprio corpo. Durante esse confronto, Caster menciona que seu Mestre e Assassino estão mortos, afirmando que ela mesma matou seu Mestre. Caster é então despedaçado pelo Portão da Babilônia de Gilgamesh quando ela faz outra tentativa de tomar Saber.
Unlimited Blade Works Ela mira em Saber como uma ferramenta para derrotar Berserker, e usa sua magia para controlar Shirou Emiya, fazendo-o ir ao Templo Ryuudou para receber seus feitiços de comando. Antes que ela possa levá-los, no entanto, ela é atacada por Archer, que a derrota com Caladbolg II, forçando-a a recuar.
Ela aparece novamente quando Rider usa Blood Fort Andromeda na escola, ajudando seu Mestre a segurar Saber enquanto seu Mestre mata Rider. Este incidente faz com que Shirou e Rin Tohsaka tentem derrotá-la, emboscando seu Mestre à noite. No entanto, seu ataque não teve êxito quando Kuzuki se mostrou mais poderoso do que o esperado.
O próximo passo de Caster é levar Taiga Fujimura como refém e usá-la para atrair Sabre, levando-a com sucesso como Serva. Depois de capturar Saber, Caster ataca a igreja e aparentemente mata Kirei Kotomine, assumindo a igreja e usando-a como reduto. Mais tarde, ela toma Archer como seu servo quando ele trai Rin.
A última batalha da facção de Caster acontece contra Shirou, Rin e Lancer. Enquanto Lancer luta contra Archer e Shirou luta com Kuzuki, Caster é confrontado por Rin e derrotado pelo uso de artes marciais chinesas por Rin. Antes que Rin possa terminar Caster, ela é nocauteada por Kuzuki, que já derrotou Shirou. Os momentos finais de Caster estão em proteger seu Mestre de uma série de lâminas de dentro das Obras Ilimitadas das Lâminas, quando ele a trai.
Heaven's Feel Caster é morta no início de Heaven's Feel por Saber. Após sua derrota, ela foi a primeira Serva a ser devorada pela Sombra antes de desaparecer, interferindo assim no ritual da 5ª Guerra do Santo Graal e fazendo Sakura no Graal Menor, em vez de Illya. Mais tarde, Zouken Matou usa um de seus familiares de verme para manter o corpo de Caster vivo como um fantoche. Saber e Archer mais tarde destroem o boneco durante um confronto com Zouken.
Ela nota que Assassin não está no portão do templo e corre para o quarto de Kuzuki. Lá ela encontra Kuzuki, que foi gravemente ferido pelo True Assassin. Ele diz a ela para remover seu controle sobre ele como resultado de ser convocado do corpo de Assassin. Acreditando que poderia salvar Kuzuki, Caster se apunhala com o Rule Breaker para rescindir o contrato. No entanto, True Assassin responde imediatamente cortando sua garganta para matá-la e jogando um punhal na cabeça de Kuzuki para acabar com ele depois. Depois que ele sai, o corpo de Caster é levado pela Sombra.
Caster mais tarde aparece como o fantoche de Zouken sustentado por seus vermes quando Shirou, Saber, Rin e Archer o confrontam no parque. Desgostoso com o cadáver de Caster sendo profanado, Saber cobra por ela e Zouken. Puxando o Quebrador de Regras do peito, Caster se prepara para esfaquear Saber, mas Archer intervém cortando o braço dela. Ela então prepara uma enorme bola de fogo para matar Shirou e Rin, mas a Sombra parece chocar todos os presentes. Caster joga sua bola de fogo na Sombra, apenas para a entidade misteriosa a absorver. Depois que Zouken escapa quando é decapitado por Archer, o corpo de Caster é consumido pela Sombra.
Fate/Hollow Ataraxia Caster continua como uma mulher normal, normalmente encontrada em viagens de compras em áreas como o mercado da cidade e o shopping. Ela vive como a esposa de Kuzuki Souichirou e tenta ser uma de suas aprovações na maioria de suas ações. Quando vista no templo Ryuudou, ela costuma fazer tarefas domésticas e permanece em desacordo com seu próprio servo, assassino. O lançador, embora tenha se estabelecido como o resto dos servos, é o mais cauteloso, apesar da paz, pronto para agir em pouco tempo. Ela é a primeira pessoa a descobrir o ciclo de quatro dias além de Bazett. Ela também luta contra as sombras dos cães usando feitiços anti-exército, muitas vezes chegando perto de matar seus aliados.
Fate/Unlimited Codes Ela é conhecida como o Mago da Era dos Deuses.
Fate/Tiger Colosseum A rota de Caster é definida durante um de seus planos para passar mais tempo com Kuzuki, desta vez fingindo ser um aluno de sua escola. Caster primeiro convida Sakura para o templo e depois que se sabe que Sakura não emprestará seu uniforme a Caster, Caster rapidamente adota a magia e a coloca em um sono encantado para roubar seu uniforme. Mas antes que ela pudesse continuar com a ação, Rider intervém para proteger sua amante, no entanto, Caster também a faz mal. Decidindo que ela não tinha mais coragem de roubar o uniforme, Caster escolheu lançar um feitiço de disfarce para dar a percepção de que ela usava um uniforme escolar.
Depois de deixar o templo, acontecem travessuras, que incluem fugir de Sabre ao embarcar em um ônibus, punir Lancer e combater Rin e Archer. Depois de ter tido o suficiente, Caster retorna ao templo exausto por sua tentativa fracassada de passar um dia com Kuzuki e, enquanto leva sua frustração ao assassino, Kuzuki retorna e a surpreende com dois ingressos para o filme.
Fate/kaleid liner PRISMA☆ILLYA Quando ela se manifestou, sua aparência é ligeiramente alterada. A capa e o vestido têm uma aparência esfarrapada, com pêlos brancos nos ombros. Miyu Edelfelt usa Gae Bolg para matá-la e obter o Cartão de Classe com a ajuda de Illya.
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2020.07.08 18:48 YatoToshiro Fate/Gensokyo #4 Gilles de Rais (Caster)


Fate/Zero - Fate/Grand Order - Fate/Extella Link - Fate/Apocrypha
Ele era um nobre francês, classificado como barão, e membro das forças armadas durante o século XV. Ele tinha uma vasta fortuna, comprando muitas obras de arte, e parecia para muitos que nunca se esgotaria. Suas terras no ápice eventualmente excederam as do Duque da Bretanha e poderiam ser consideradas uma ameaça ao rei. Ele se tornou um herói nacional durante a Guerra dos Cem Anos, enquanto servia sob a Joana d'Arc depois de ajudar a recuperar Orleans, e recebeu a maior honra com o título de marechal da França. Ambos estavam presentes na cerimônia de coroação do Rei Carlos, decorada como salvadores e heróis nacionais, e tornou-se uma lembrança que encapsulou para sempre sua glória de que nem mesmo sua corrupção poderia esmagar. Gilles viu Joana como a base de tudo para ele, sua única salvação e a prova de que Deus existia, então seu coração piedoso ficou em desespero depois que Joana foi executada como herege.
Fate/Apocrypha Depois que Caster of Red mostra ilusões de Ruler de seu passado através do uso de First Folio, Caster muda para uma cena diferente, uma cena após sua execução em sua vida e, portanto, história. Caster of Red muda a cena para o castelo de Gilles, uma cena que fez Ruler pensar estranho. Caster of Red mostra Ruler com visões do conto de Gilles de Rais. Caster of Red muda seu método e convoca Gilles de Rais através de seu Noble Phantasm e com o apoio de Hanging Gardens of Babylon e Assassin of Red, Caster of Red pega a alma de Gilles e lhe dá um corpo. Governante testemunhou Gilles matando crianças, mas diz que é apenas uma alucinação. Caster of Red corrige Ruler dizendo que é realmente real, Gilles é visto agarrando um garoto de cabelos grisalhos. Gilles fala sobre como isso aconteceu com ele porque ela o abandonou. Depois de testemunhar as atrocidades que Gilles havia cometido, Ruler começou a desmoronar. Gilles diz a ela que ela é uma santa que tentou tratar todos igualmente, até Pierre Cauchon. Gilles apontou que ela não era honesta sobre seus sentimentos por Sieg, Ruler nega e diz que só o ajudou porque ele precisava de ajuda. Gilles então diz que Assassin of Black precisava de ajuda e ela a matou. Ele então acrescenta que é óbvio que ela o ama, que seu amor universal pela humanidade é apenas uma mentira. Ruler diz que ela não o ama porque não tem o direito de amar. Afinal, ela é a empregada doméstica de Orleans, Jeanne La Pucelle.
Grand Order Ele é um dos Servos de Ritsuka Fujimaru dos conflitos da Grande Ordem em Fate/Grand Order
Orleans: Guerra dos Cem Anos do Dragão Maligno Depois de ser convocado para a época, Gilles tenta usar o Santo Graal para ressuscitar Jeanne, mas para valer. Em vez disso, ele cria Jeanne Alter, uma versão dela Jeanne distorcida por seu ódio pela França e por Deus. Depois que Jeanne Alter convoca Chevalier d'Eon, Atalanta, Santa Marta, Carmilla e Vlad III, Gilles traz Pierre Cauchon para ela. Ela começa a queimá-lo vivo até que nada reste quando ele implora por sua vida. Gilles pergunta a ela o que eles devem fazer com o clero remanescente, ao qual ela ordena que seus servos os matem junto com o resto da França. Louvando-a, Gilles decide ajudá-la novamente como seu general. Ele sugere que eles precisam de um símbolo para se unirem, sob o qual Jeanne Alter sugere um dragão devido à sua conexão com eles agora. Ele diz a ela que sua vingança é justa para alguém que foi elogiado apenas para ser descartado mais tarde. Durante o curso de sua campanha, as forças de Jeanne Alter conquistam Orleans, matam muitas pessoas, incluindo o rei Charles VII, e destroem muitas cidades, incluindo Lyon, depois de derrotar seu protetor, Siegfried.
Mais tarde, após o falecimento de Martha, Gilles é ordenado por Jeanne Alter a entrar em contato com Carmilla. Quando ela pergunta a ele quem considerou a verdadeira Jeanne, ela ou a outra ela, ele responde que a considera a verdadeira. Ele passa a culpar a Deus por que ela foi traída, abandonada e executada pelo povo da França, afirmando que sua campanha agora é negar a Deus. Ele diz a ela para não se estressar, alegando que sua campanha destrutiva é um castigo divino e uma vingança justa. Mais tarde, ele trata Charles-Henri Sanson quando Jeanne Alter volta de matar Marie Antoinette. Ele informa que a mente de Sanson pereceu ao longo de Marie, dizendo que eles só podem usá-lo como soldado de infantaria agora. Depois de aprender com D'Eon que Ritsuka e seus aliados estão se preparando para atacar, Jeanne Alter ordena que Gilles convoque os Servos e dragões. Mais tarde, quando os servos de Jeanne Alter são mortos e seus wyverns são desarrumados com Fafnir morto durante uma batalha entre suas forças e o partido de Ritsuka, Gilles convence-a a voltar para o castelo.
Dentro do castelo, Jeanne Alter ordena que Gilles se defenda enquanto convoca outro Servo. Ele decide usar o livro de feitiços de Prelati para ganhar seu tempo, sugerindo que ela convoque o rei Arthur. Ele então confronta Ritsuka, Mash Kyrielight, Jeanne, Elizabeth Bathory e Kiyohime quando estão correndo em direção à sala do trono. Ele deliciosamente expressa sua surpresa que eles foram capazes de matar Fafnir e entrar no castelo. Ele então pergunta com raiva por que eles se colocam no seu caminho, destruindo seu mundo e tentando matar Jeanne. Jeanne pergunta se Jeanne Alter é realmente "ela", para a qual ele afirma que ela é a verdadeira Jeanne. Ele então luta contra o grupo, nem mesmo permitindo que Jeanne o pare e Jeanne Alter. Ele os domina a princípio com seus demônios do mar até que ele começa a lutar contra eles, mas eles ainda não conseguem acabar com ele. Kiyohime e Elizabeth decidem segurá-lo enquanto os outros vão lidar com Jeanne Alter. Durante o curso de sua luta com os dois, Gilles de repente corre para a sala do trono, com Kiyohime e Elizabeth correndo atrás dele. Lá ele encontra Jeanne Alter, que está prestes a perecer com sua derrota. Ele a conforta dizendo que destruirá a França em seu lugar antes que ela desapareça, tomando o Graal que emerge dela. Ele revela que criou Jeanne Alter depois que o Graal não ressuscitou Jeanne. Ele diz a Jeanne que, embora ela nunca odiasse a França, ele a odiaria e juraria destruí-la. Sabendo que ela os perdoaria, ele nunca os perdoaria. Recusando-se a deixar Jeanne ficar no seu caminho, Gilles absorve o Graal e luta contra o grupo. Ele fica chocado quando é derrotado, apesar de ter o poder do Graal. Ele se recusa a desistir até Jeanne dizer para ele parar e agradece por acreditar nela na vida. Ele então desaparece dizendo que ele deveria ir para o inferno.
Fate/Accel Zero Order Gilles é morto por Ritsuka, Mash, El-Melloi II e Diarmuid Ua Duibhne quando eles se intrometem em sua oficina.
Assim como o Lancelot, Gilles Também tem versão Saber em Grand Order
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2020.07.08 18:42 YatoToshiro Fate/Gensokyo #3 Lancelot of the Lake (Berserker)


Fate/Zero - Fate/Grand Order - Fate/Extella Link
Anteriormente conhecido como Cavaleiro Negro, Berserker é um Servo que possui a capacidade de usar praticamente qualquer objeto como um Fantasma Nobre, permitindo que ele combata Gilgamesh em combate. Sua loucura o reduziu a um lutador irracional, embora perigosamente habilidoso. Apesar de sua insanidade, ele ainda é capaz de reconhecer instintivamente Saber. Quando Saber finalmente descobre a verdadeira identidade de Berserker, ela fica arrasada por suas decisões na vida e sua adesão à cavalaria terem causado tanto sofrimento a sua amiga mesmo depois de morrer.
Durante a batalha, é revelado que sua insanidade decorre de seu desejo esmagador de ser punido por seu adultério com Guinevere e seu próprio amor subconsciente por Saber, sua sanidade sendo devorada quando ele foi forçado a assistir o amor de sua vida jogar fora sua humanidade pelo bem do seu povo. Ele é morto por Saber quando ele está prestes a lhe dar um golpe mortal quando seu Mestre fica sem energia mágica no meio do caminho, e recupera sua sanidade mental em seus momentos de morte. Sua morte quase leva Saber à escuridão, quando ela fica decidida a conquistar o Graal de qualquer maneira.
Ele possui três fantasmas nobres, o primeiro dos quais é Para a glória de alguém: Não para a própria glória esboço borrado e seu status ilegível para outros mestres. Com o uso de um feitiço de comando, é possível usar o nevoeiro para permitir que Berserker imite a aparência de outra pessoa, embora se note que, se Lancelot tivesse sido convocado sob uma classe diferente, ele seria capaz de disfarçar livremente à vontade.
Cavaleiro de Honra: Um Cavaleiro Não Morre de Mãos Vazias - Fantasma Nobre. Se ele se apodera dos fantasmas nobres dos outros, ele os reivindica temporariamente como seus e sua classificação original é mantida, tornando-o o contador perfeito para os ataques de Archer. Seu último nobre fantasma, Arondight: A luz incessante do lago é uma espada mágica que, quando desembainhada, dissipa Para a glória de alguém e o Cavaleiro da honra, aumenta todos os seus parâmetros e lhe concede adicional proeza contra seres com um atributo de 'dragão' como o Saber.
Grand OrderOrleans: O Dragão Maligno Guerra dos Cem AnosrEle é aliado de Jeanne Alter e Gilles. Sanson e Lancelot estão juntos contra Ritsuka Fujimaru, Mash Kyrielight, Mozart, Jeanne e Marie Antoinette. Seus ataques são bloqueados por Mash. Quando Berserk Assassin ordena que Sanson e Lancelot se retirem, ele ignora a ordem e alveja especificamente Jeanne porque confundiu Jeanne com o rei Arthur. Quando ele é derrotado, ele chama o rei Arthur e afirma que está satisfeito com esse resultado.
Salomon: O Grande Templo do TempoLancelot junto com os outros Servos de Singularidade de "Orleans" e ajuda a Caldéia contra Navelius.
Em seu primeiro interlúdio Knight of Owner, Lancelot é levado a fazer um piquenique com Ritsuka e Mash. Embora Romani esteja preocupado por Lancelot ser Berserker, Mash diz que eles estão bem, pois ele é um Berserker compreensível. No entanto, novas conversas são interrompidas quando um monstro ataca o grupo, mas Mash é incapaz de usar seu escudo devido aos almoços de todos. Então Lancelot bloqueia o ataque do monstro com pauzinhos, então ele usa um log para lutar contra os monstros com Mash.
Em seu segundo interlúdio, For Someone's Glory, Lancelot se junta a Mash em uma simulação de batalha (secretamente nos parâmetros mais altos) como parte do plano de Romani de remover seu capacete. No entanto, suas habilidades de combate superam todos os melhores esforços de Romani para tirar o capacete. Frustrado por suas falhas, Romani acidentalmente revela em voz alta que todos queriam ver Lancelot sem o capacete. Cumprindo o pedido deles, Lancelot remove o capacete, mas For Someone's Glory os impede de ver seu rosto. Embora estejam decepcionados, Ritsuka e Mash esperam que Lancelot um dia revele seu rosto.
ExtellaLancelot foi Oraclized para ser um membro do Novo Sacro Império de Karl der Große.
Primeira RotaSe as forças de Hakuno interceptam as forças de Karl em Mare Origio, Lancelot aparece junto com Dario III e Medusa. Ele assume a forma de um Shadow Lancer, e se esconde entre os outros em um esforço para emboscar os Servos de Hakuno. Ele é finalmente descoberto e forçado a recuar por um tempo depois de ser derrotado em combate. Ele retorna mais tarde, quando Dario e Medusa recuam, mas ele é derrotado novamente.
Rota FinalLancelot está no comando em defesa de Carolus Patricius quando as forças de Hakuno o atacam. Ele repete a tática que fez na primeira rota, mas foi descoberto e forçado a recuar. Ele volta mais tarde, mas é derrotado novamente.
Outras Aparições do BerserkerCapsule ServantChibichuki!Fate/Ace RoyalGarden of AvalonKoha-Ace
Capsule ServantÉ um jogo paralelo incluído no lançamento em 2014 do PlayStation Vita de Fate /Hollow Ataraxia. Ele joga como um "jogo competitivo no estilo Tower Defense", com Masters e Servos de vários títulos da série Fate.
Chibichuki!Type-Moon Academy Chibichuki! é um mangá gag escrito por Hanabana Tsubomi. Possui numerosos personagens de várias obras de TYPE-MOON em um ambiente escolar.
Fate/Ace RoyalÉ um spin-off da revista Comp Ace publicado por Kadokawa Shoten.
Garden of AvalonGarden of Avalon é um romance escrito por Kinoko Nasu que foi lançado com o primeiro conjunto de caixas blu-ray do ufotable Fate/stay night: Unlimited Blade Works (Anime) em 25 de março de 2015.
Koha-AceKoha-Ace É um mangá de paródia de Keikenchi, licenciado pela TYPE-MOON e serializado no Comptiq desde 2012, abrangendo sete arcos a partir de janeiro de 2019.
Curiosidade: Fate/Grand Order
Em FGO O Lancelot além de ser um Berserker ele também é um Saber.

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2020.06.22 22:16 Guaramiranga O FIM DO HOMEM COMPANHEIRO!

Resolvi escrever esta catarse após assistir a cena final do filme 300 quando as últimas palavras do Rei Leônidas foram: "minha mulher...minha rainha...meu amor". Pode parecer piegas para os homens da geração mi...mi...mi, mas eu tenho 40 ano de idade e cresci num padrão de vida social brasileiro que cantavam músicas românticas dos Paralamas do Sucesso, Titans, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana e Barão Vermelho. Assistindo filmes mostrando a nobreza do homem que se sacrificavam pela sua mulher como Coração Valente, Rock Balboa, Feitiço de Aquila, O Poderoso Chefão, Star Wars e etc. Ou seja, eramos bombardeados constantemente com o que faria parte do nosso projeto de vida no final da década de 90, ou seja, qualquer realização profissional e uma família. Vivíamos num mundo não conectado e por isso não chegou rápido no Brasil o fruto dos Movimentos de Libertinagem e Marginalização do Masculino que floresceu nos EUA, muito embora desdenhos como o episódio final de Tom and Jarry tivesse uma mensagem forte não compreendida. Agora me vejo como um RedPillado e MGTow homem para futuros relacionamentos, saído de um casamento aos 38 anos onde nunca trai, nem fui agressivo ou desrespeitoso, mas que terminou por algo que hoje entendo bem mas na época demorei para aceitar, qual seja? A mente feminina! Demorei 08 meses em um processo de luto para sair dos livros e videos de auto ajuda para ser um Homem Alpha contabilizando 72 relacionamentos sexuais que não vingaram para algo mais sério. E fui apresentado ao Livro Profano Feminino de Nessahan Alita e consequentemente ao Canal do Don Sandro, Um dia de Furia e Racconing. Foi libertador. A RedPill bateu como uma cura a minha cegueira. Derrepente parei de culpar a mim mesmo e notei que em termo simples o problema estava nelas, em suas hipergamias e promiscuidades cujo não sou obrigado a conviver. Dessa feita iniciei um processo muito dificil, o do desapego a uma companheira! Quando comecei a refletir as retoricas MGTows do processo de dor de cabeça em se relacionar com mulheres mimadas, nunca felizes e satisfeitas e sempre colocando a culpa em outras pessoas, percebi como a paz é algo valioso. Sem cobranças e reclamações fúteis, sem joguinhos ou chantagens emocionais, sem a alienação de fazer tudo que elas querem em troca de sexo. Mas diante desse escopo de considerações factuais reporto a difícil tarefa de desintoxicar do amor. As vezes sucumbimos ao pensamento e devaneio do prazer em ter uma mulher para fazer carinho, para amar, para proteger, para conversar ou ficar agarrado horas assistindo um filme ou seriado. É muito triste mas necessário saber que tudo isso é uma ilusão! Que elas nos descartam por emoções, que cada vez mais trocam o romantismo por devassidão e promiscuidade de festa, baladas e estão sempre pensado em nos trair, muito mais agora protegidas por leis cujo sabe que abafam a colera de um homem traído. Quando percebo que elas nos usam para ter esses pequenos momentos e depois nos descartam por um Alpha e muitas vezes nos transformam em meros pagadores de pensão e visita de nossos filhos! Noto que o preço de se deixar enganar por um relacionamento sério não vale a pena! E ai vem outra situação! Sexo sem tesão é punheta assistida! Quando você faz sexo com uma mulher que não lhe deseja, mas esta lhe usando, ou como GP, ou como projeto para engravidar e nos jogar numa pensão, logo o sexo deixa de ser algo bom. Se torna algo que causa mais frustração do que prazer. É difícil então mudar uma essência milenar do homem, de procurar uma companheira, por mais que a razão fale mais alto hoje em dia sobre todos os prejuízos de se relacionar com essas mulheres, o fato é que temos que reconhecer que o fim do companheirismo é o fim do amor.
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2020.04.11 22:03 livrosetal Mariana, de Susanna Kearsley

Sinopse
Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Júlia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai-se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Júlia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera?
Epub retail
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2020.03.15 19:35 wolfsuper Os Informadores - juan Gabriel Vásquez

SINOPSE
O primeiro romance de Juan Gabriel Vásquez - premiado autor de A forma das ruínas ou O barulho das coisas ao cair - é uma história apaixonante de traições e segredos pessoais e colectivos, no rescaldo da mais devastadora das guerras. O primeiro romance de um dos mais celebrados autores contemporâneos de língua espanhola, vencedor e finalista de vários prémios: ALFAGUARA * IMPAC DUBLIN * REAL ACADEMIA ESPANHOLA * CASINO DA PÓVOA/ CORRENTES D'ESCRITAS * CASA DA AMÉRICA LATINA * ROGER CAILLOIS * ENGLISH PEN AWARD * MAN BOOKER INTERNATIONAL * BIENAL DE NOVELA MARIO VARGAS LLOSA * MÉDICIS * FEMINA
Quando o jornalista Gabriel Santoro publicou o seu primeiro livro, não imaginava que a crítica mais implacável fosse ser escrita pelo próprio pai. O tema parecia inofensivo: a vida de uma amiga da família, judia chegada à Colômbia em fuga da Alemanha nazi, pouco tempo antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. Por que razão terá o seu livro sobre Sara Guterman ferido o pai a ponto de o levar a humilhá-lo publicamente? Que segredo imprevisto esconderão aquelas páginas? O que alimentará a raiva e a alienação do patriarca? Impelido pela morte misteriosa do pai num acidente de automóvel, Santoro decide indagar a verdade, antes que o passado lhe escape por completo. A investigação irá destapar impensáveis traições e segredos da história familiar. Na dolorosa reconstrução do retrato da família - sombrio, complexo, enigmático - acabará por descobrir um episódio sinistro do seu país nos anos de trevas da Grande Guerra, a catástrofe que deixou a Europa em escombros e tocou milhares de vidas no outro lado do Atlântico.
Os informadores é uma apaixonante história de traições privadas e públicas. Comparado a obras como A mancha humana de Philip Roth ou Austerlitz de W.G. Sebald, o primeiro romance do premiado autor colombiano Juan Gabriel Vásquez é um terreno onde o autor explora com inteligência e sensibilidade os temas que lhe são caros: a memória e a história, o amor e a culpa.
"Desde o primeiro parágrafo deste romance que me senti sob o feitiço de um escritor magistral. Juan Gabriel Vásquez tem muitas qualidades - inteligência, engenho, energia, uma veia de sentimentos profundos -, mas usa-os com tal naturalidade que rapidamente o leitor deixa de se surpreender com os seus talentos e é então que a bela e singular feitiçaria da narrativa assume o comando." Nicole Krauss
"O que Vásquez nos oferece, com grande talento narrativo, é aquela região cinzenta da acção e da consciência humanas, em que a nossa capacidade para cometer erros, trair e esconder cria uma reacção em cadeia que nos condena a todos a um mundo sem contentamento." Carlos Fuentes
"Este é um romance sobre muitas coisas, todas elas interessantes e exploradas por Vásquez com aguçado sentido moral, mas no seu centro está um dos grandes temas literários: a traição. É o melhor livro de ficção que me caiu nas mãos este ano e ainda por cima é um livro que agarra, com reviravoltas que causam grande satisfação." Jonathan Yardley, The Washington Post

Link: https://mega.nz/#F!78tXFKTa!FtQPntHwZXQj5f_H5iw6jA
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2020.03.05 04:26 psicopatola Eu perdi o amor da minha vida, eu acho

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Meredith e eu namorei o Derek por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Alex, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Alex. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Alex falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Alex sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente feliz, que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.03 03:40 psicopatola Relacionamento à la Grey's Anatomy

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Meredith e eu namorei o Derek por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Alex, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Alex. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Alex falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Alex sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente , que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério. E aí eu fiquei com muuuuuita raiva. Não sei lidar com rejeição por parte dos outros. Eu inicialmente havia concordado em ser amiga dele, mas eu me senti rejeitada. Xinguei ele de todos os nomes que consegui, bem infantil mesmo, e bloqueei ele em todos os lugares. Na sexta feira de carnaval, xinguei mais ele, fiz ele sair de um bloquinho, pra voltar pra casa e conversar comigo. É isso.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.03 03:15 psicopatola Eu tinha dois "namorados" e perdi os dois 😬

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Jane e eu namorei o Michael por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Rafael, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Rafael. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Rafael falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Rafael sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente , que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério. E aí eu fiquei com muuuuuita raiva. Não sei lidar com rejeição por parte dos outros. Eu inicialmente havia concordado em ser amiga dele, mas eu me senti rejeitada. Xinguei ele de todos os nomes que consegui, bem infantil mesmo, e bloqueei ele em todos os lugares. Na sexta feira de carnaval, xinguei mais ele, fiz ele sair de um bloquinho, pra voltar pra casa e conversar comigo. É isso.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? Eu tô com muita saudade. A gente se vê muito pouco agora.
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2019.12.12 20:07 readyfortheplague Eu queria ser um mago !

E dar um jeito nessa minha vida de merda
com essa pira que me queima toda hora
todo dia
todo dia na mesma hora
que confunde o meu caminho pra eu errar
pra eu acertar somente na minha dor
porque eu não tenho amor
eu queria ser um mago
e fazer um feitiço pra acabar com todas as doenças
acabar com meus inimigos e destruí los
vê los humilhados assim como eu fui
sem necessidade alguma
sem fumaça que não sobe pro céu
e queima o chão mais do que a mão de quem acendeu
!
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2019.12.01 18:47 readyfortheplague Pradaria feita de esmeralda !

Se for o que eu digo por agora sem me estender até a beira
quanto ouço aquele eco podre vindo da sujeira
quando até o pavor pode parecer atencioso
e aquilo tudo que correu no peito do ocioso

Se for verdade o que eu digo por agora como feitiço pardo
no calor de um peito no qual que não saiba mas ardo
se for o preço de saber que seria perfeito sem rostos à milha
ou quando me perder solenemente no canto da morte ou sua filha

e eu lembrar destas palavras que digo agora e se for verdade o que eu digo
pra pertencer no doce da jóia da pradaria feita de esmeraldas ou no amargo do figo
quando eu lembrar disto ao peito já cansado em leito no ponto
quase certeza de que isso é clichê fenomenal de mais um conto

e do péssimo ato do pessimismo pra quem sorri ficam as mal faladas ações
pra quem diz isso sobre um sepulcro inútil de todo suspiro em canções
se for verdade o que eu digo eu devia até acreditar em mim
certeza de que dá pra ver sobre todo esse manto o fim

mas nunca pensei a respeito e quando chega a hora tudo se muda
pedindo pra uma gota d'água saciar essa sede e que uma chuva venha e acuda
mas nisso não ! quem de perdas faz o seu lógico manifesto e sutura destra
vai saber como é o coração murcho e depois aprende como adestra

vindo de longo cada som do sapato tocando o chão e seu clique peculiar soando
mas não vou dizer de longe que o peito acelera quando eu apenas só ando
mas diga me mais sobre isso ! que talvez a apatia me deixe e o interesse o olho abra
pra conduzir o rebanho com carvão aceso mas esqueça já de longe a cabra

a cabra que perdeu o luto do seu dono e acabou pisando em falso na montanha alta
pra dizer que tem quem não diga que vai atrapalhar mas vai dizer que não faz falta
diga teu nome ! que se o que eu digo for verdade ! mais terá do apenas salivar o parecer
que possa ou não ter um rosto polido e chamativo com aquilo que o amor possa parecer
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2019.09.12 21:20 FilipeMiguelescritor Constante espera

Constante espera
É na madrugada que eu abro o meu coração e penso em nós dois. É durante a madrugada que sinto uma tremenda saudade. Uma saudade de ti. Uma saudade de nós. É quando fecho os olhos que penso em ti. É quando que fecho os olhos, que os olhos sentem saudade do teu olhar e foi nesse teu olhar que eu me perdi. Perdi-me por ti e que me fez apaixonar. É à noite que o meu corpo olha para ti e deixa-me a delirar. Sinto-me um louco por ti e um desejo louco por te amar. Todos os dias desejo-te ver. Todos os dias desejo-te ouvir. Todos os dias desejo-te tocar. Todos os dias desejo-te sentir. É poder sentir-te por perto e ouvir a tua voz suave sussurrar-me ao ouvido que faz com que o meu coração comece a saltitar e envolver-me nessa sedução para me levar para o paraíso como se fosse um feiticeiro e um feitiço do amor.
Pobre de mim que vivia num sonho quente e num sonho maravilhoso. Um sonho que se transformaria num sentimento doloroso e deixaria carente e com a minha alma fria. Triste ilusão de um sonho bonito. Triste ilusão de uma espera constante. Triste ilusão de ausência, mas com promessa da sua presença. Triste ilusão que me deixou aqui plantado nesta imensa solidão. É nesta espera constante que mesmo assim vou-te esperar até ao dia que me cansar! É nesta espera constante que vou ficar o tempo que precisares, mas só até me cansar! É nesta espera constante que vou ficar aguardar-te na esperança que o dia irá chegar. Ficarei aguardar-te até não poder mais, até me cansar! É nesta espera constante que vou ficar aguardar na esperança que um dia irás voltar. Mas a espera tem um tempo, tem uma espécie de prazo de validade e é nesta espera constante que vou apenas ficar à espera o tempo todo até me cansar. E quando não puder mais ficar e não mais acreditar que irás chegares, então vou partir. Vou partir para poder voltar amar!
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2019.08.30 01:06 nunomvp Carlos Ruiz Zafón - A Sombra do Vento

Sinopse “A Sombra do Vento” é um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, num crescendo de suspense que se mantém até à última página. Numa manhã de 1945, um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: O Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona. Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, “A Sombra do Vento” é sobretudo uma trágica história de amor cujo eco se projecta através do tempo.
Obrigado ao u/rubenfloliveira por disponibilizar o ficheiro original. Formatei-o e acredito que esteja bom.
Epub
Boas leituras.
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2018.12.29 18:18 sorvetegatinho A causa secreta

Garcia, em pé, mirava e estalava as unhas; Fortunato, na cadeira de balanço, olhava para o teto; Maria Luísa, perto da janela, concluía um trabalho de agulha. Havia já cinco minutos que nenhum deles dizia nada. Tinham falado do dia, que estivera excelente, - de Catumbi, onde morava o casal Fortunato, e de uma casa de saúde, que adiante se explicará. Como os três personagens aqui presentes estão agora mortos e enterrados, tempo é de contar a história sem rebuço.
Tinham falado também de outra coisa, além daquelas três, coisa tão feia e grave, que não lhes deixou muito gosto para tratar do dia, do bairro e da casa de saúde. Toda a conversação a este respeito foi constrangida. Agora mesmo, os dedos de Maria Luísa parecem ainda trêmulos, ao passo que há no rosto de Garcia uma expressão de severidade, que lhe não é habitual. Em verdade, o que se passou foi de tal natureza, que para fazê-lo entender é preciso remontar à origem da situação.
Garcia tinha-se formado em medicina, no ano anterior, 1861. No de 1860, estando ainda na Escola, encontrou-se com Fortunato, pela primeira vez, à porta da Santa Casa; entrava, quando o outro saía. Fez-lhe impressão a figura; mas, ainda assim, tê-la-ia esquecido, se não fosse o segundo encontro, poucos dias depois. Morava na rua de D. Manoel. Uma de suas raras distrações era ir ao teatro de S. Januário, que ficava perto, entre essa rua e a praia; ia uma ou duas vezes por mês, e nunca achava acima de quarenta pessoas. Só os mais intrépidos ousavam estender os passos até aquele recanto da cidade. Uma noite, estando nas cadeiras, apareceu ali Fortunato, e sentou-se ao pé dele.
A peça era um dramalhão, cosido a facadas, ouriçado de imprecações e remorsos; mas Fortunato ouvia-a com singular interesse. Nos lances dolorosos, a atenção dele redobrava, os olhos iam avidamente de um personagem a outro, a tal ponto que o estudante suspeitou haver na peça reminiscências pessoais do vizinho. No fim do drama, veio uma farsa; mas Fortunato não esperou por ela e saiu; Garcia saiu atrás dele. Fortunato foi pelo beco do Cotovelo, rua de S. José, até o largo da Carioca. Ia devagar, cabisbaixo, parando às vezes, para dar uma bengalada em algum cão que dormia; o cão ficava ganindo e ele ia andando. No largo da Carioca entrou num tílburi, e seguiu para os lados da praça da Constituição. Garcia voltou para casa sem saber mais nada.
Decorreram algumas semanas. Uma noite, eram nove horas, estava em casa, quando ouviu rumor de vozes na escada; desceu logo do sótão, onde morava, ao primeiro andar, onde vivia um empregado do arsenal de guerra. Era este que alguns homens conduziam, escada acima, ensangüentado. O preto que o servia acudiu a abrir a porta; o homem gemia, as vozes eram confusas, a luz pouca. Deposto o ferido na cama, Garcia disse que era preciso chamar um médico.
Garcia olhou: era o próprio homem da Santa Casa e do teatro. Imaginou que seria parente ou amigo do ferido; mas rejeitou a suposição, desde que lhe ouvira perguntar se este tinha família ou pessoa próxima. Disse-lhe o preto que não, e ele assumiu a direção do serviço, pediu às pessoas estranhas que se retirassem, pagou aos carregadores, e deu as primeiras ordens. Sabendo que o Garcia era vizinho e estudante de medicina pediu-lhe que ficasse para ajudar o médico. Em seguida contou o que se passara.
Médico e subdelegado vieram daí a pouco; fez-se o curativo, e tomaram-se as informações. O desconhecido declarou chamar-se Fortunato Gomes da Silveira, ser capitalista, solteiro, morador em Catumbi. A ferida foi reconhecida grave. Durante o curativo ajudado pelo estudante, Fortunato serviu de criado, segurando a bacia, a vela, os panos, sem perturbar nada, olhando friamente para o ferido, que gemia muito. No fim, entendeu-se particularmente com o médico, acompanhou-o até o patamar da escada, e reiterou ao subdelegado a declaração de estar pronto a auxiliar as pesquisas da polícia. Os dois saíram, ele e o estudante ficaram no quarto.
Garcia estava atônito. Olhou para ele, viu-o sentar-se tranqüilamente, estirar as pernas, meter as mãos nas algibeiras das calças, e fitar os olhos no ferido. Os olhos eram claros, cor de chumbo, moviam-se devagar, e tinham a expressão dura, seca e fria. Cara magra e pálida; uma tira estreita de barba, por baixo do queixo, e de uma têmpora a outra, curta, ruiva e rara. Teria quarenta anos. De quando em quando, voltava-se para o estudante, e perguntava alguma coisa acerca do ferido; mas tornava logo a olhar para ele, enquanto o rapaz lhe dava a resposta. A sensação que o estudante recebia era de repulsa ao mesmo tempo que de curiosidade; não podia negar que estava assistindo a um ato de rara dedicação, e se era desinteressado como parecia, não havia mais que aceitar o coração humano como um poço de mistérios.
Fortunato saiu pouco antes de uma hora; voltou nos dias seguintes, mas a cura fez-se depressa, e, antes de concluída, desapareceu sem dizer ao obsequiado onde morava. Foi o estudante que lhe deu as indicações do nome, rua e número.
Correu a Catumbi daí a seis dias. Fortunato recebeu-o constrangido, ouviu impaciente as palavras de agradecimento, deu-lhe uma resposta enfastiada e acabou batendo com as borlas do chambre no joelho. Gouvêa, defronte dele, sentado e calado, alisava o chapéu com os dedos, levantando os olhos de quando em quando, sem achar mais nada que dizer. No fim de dez minutos, pediu licença para sair, e saiu.
O pobre-diabo saiu de lá mortificado, humilhado, mastigando a custo o desdém, forcejando por esquecê-lo, explicá-lo ou perdoá-lo, para que no coração só ficasse a memória do benefício; mas o esforço era vão. O ressentimento, hóspede novo e exclusivo, entrou e pôs fora o benefício, de tal modo que o desgraçado não teve mais que trepar à cabeça e refugiar-se ali como uma simples idéia. Foi assim que o próprio benfeitor insinuou a este homem o sentimento da ingratidão.
Tudo isso assombrou o Garcia. Este moço possuía, em gérmen, a faculdade de decifrar os homens, de decompor os caracteres, tinha o amor da análise, e sentia o regalo, que dizia ser supremo, de penetrar muitas camadas morais, até apalpar o segredo de um organismo. Picado de curiosidade, lembrou-se de ir ter com o homem de Catumbi, mas advertiu que nem recebera dele o oferecimento formal da casa. Quando menos, era-lhe preciso um pretexto, e não achou nenhum.
Tempos depois, estando já formado e morando na rua de Matacavalos, perto da do Conde, encontrou Fortunato em uma gôndola, encontrou-o ainda outras vezes, e a freqüência trouxe a familiaridade. Um dia Fortunato convidou-o a ir visitá-lo ali perto, em Catumbi.
Garcia foi lá domingo. Fortunato deu-lhe um bom jantar, bons charutos e boa palestra, em companhia da senhora, que era interessante. A figura dele não mudara; os olhos eram as mesmas chapas de estanho, duras e frias; as outras feições não eram mais atraentes que dantes. Os obséquios, porém, se não resgatavam a natureza, davam alguma compensação, e não era pouco. Maria Luísa é que possuía ambos os feitiços, pessoa e modos. Era esbelta, airosa, olhos meigos e submissos; tinha vinte e cinco anos e parecia não passar de dezenove. Garcia, à segunda vez que lá foi, percebeu que entre eles havia alguma dissonância de caracteres, pouca ou nenhuma afinidade moral, e da parte da mulher para com o marido uns modos que transcendiam o respeito e confinavam na resignação e no temor. Um dia, estando os três juntos, perguntou Garcia a Maria Luísa se tivera notícia das circunstâncias em que ele conhecera o marido.
Contou o caso da rua de D. Manoel. A moça ouviu-o espantada. Insensivelmente estendeu a mão e apertou o pulso ao marido, risonha e agradecida, como se acabasse de descobrir-lhe o coração. Fortunato sacudia os ombros, mas não ouvia com indiferença. No fim contou ele próprio a visita que o ferido lhe fez, com todos os pormenores da figura, dos gestos, das palavras atadas, dos silêncios, em suma, um estúrdio. E ria muito ao contá-la. Não era o riso da dobrez. A dobrez é evasiva e oblíqua; o riso dele era jovial e franco.
" Singular homem!" pensou Garcia.
Maria Luísa ficou desconsolada com a zombaria do marido; mas o médico restituiu-lhe a satisfação anterior, voltando a referir a dedicação deste e as suas raras qualidades de enfermeiro; tão bom enfermeiro, concluiu ele, que, se algum dia fundar uma casa de saúde, irei convidá-lo.
Garcia recusou nesse e no dia seguinte; mas a idéia tinha-se metido na cabeça ao outro, e não foi possível recuar mais. Na verdade, era uma boa estréia para ele, e podia vir a ser um bom negócio para ambos. Aceitou finalmente, daí a dias, e foi uma desilusão para Maria Luísa. Criatura nervosa e frágil, padecia só com a idéia de que o marido tivesse de viver em contato com enfermidades humanas, mas não ousou opor-se-lhe, e curvou a cabeça. O plano fez-se e cumpriu-se depressa. Verdade é que Fortunato não curou de mais nada, nem então, nem depois. Aberta a casa, foi ele o próprio administrador e chefe de enfermeiros, examinava tudo, ordenava tudo, compras e caldos, drogas e contas.
Garcia pôde então observar que a dedicação ao ferido da rua D. Manoel não era um caso fortuito, mas assentava na própria natureza deste homem. Via-o servir como nenhum dos fâmulos. Não recuava diante de nada, não conhecia moléstia aflitiva ou repelente, e estava sempre pronto para tudo, a qualquer hora do dia ou da noite. Toda a gente pasmava e aplaudia. Fortunato estudava, acompanhava as operações, e nenhum outro curava os cáusticos.
A comunhão dos interesses apertou os laços da intimidade. Garcia tornou-se familiar na casa; ali jantava quase todos os dias, ali observava a pessoa e a vida de Maria Luísa, cuja solidão moral era evidente. E a solidão como que lhe duplicava o encanto. Garcia começou a sentir que alguma coisa o agitava, quando ela aparecia, quando falava, quando trabalhava, calada, ao canto da janela, ou tocava ao piano umas músicas tristes. Manso e manso, entrou-lhe o amor no coração. Quando deu por ele, quis expeli-lo para que entre ele e Fortunato não houvesse outro laço que o da amizade; mas não pôde. Pôde apenas trancá-lo; Maria Luísa compreendeu ambas as coisas, a afeição e o silêncio, mas não se deu por achada.
No começo de outubro deu-se um incidente que desvendou ainda mais aos olhos do médico a situação da moça. Fortunato metera-se a estudar anatomia e fisiologia, e ocupava-se nas horas vagas em rasgar e envenenar gatos e cães. Como os guinchos dos animais atordoavam os doentes, mudou o laboratório para casa, e a mulher, compleição nervosa, teve de os sofrer. Um dia, porém, não podendo mais, foi ter com o médico e pediu-lhe que, como coisa sua, alcançasse do marido a cessação de tais experiências.
Maria Luísa acudiu, sorrindo:
Garcia alcançou prontamente que o outro acabasse com tais estudos. Se os foi fazer em outra parte, ninguém o soube, mas pode ser que sim. Maria Luísa agradeceu ao médico, tanto por ela como pelos animais, que não podia ver padecer. Tossia de quando em quando; Garcia perguntou-lhe se tinha alguma coisa, ela respondeu que nada.
Não deu o pulso, e retirou-se. Garcia ficou apreensivo. Cuidava, ao contrário, que ela podia ter alguma coisa, que era preciso observá-la e avisar o marido em tempo.
Dois dias depois, - exatamente o dia em que os vemos agora, - Garcia foi lá jantar. Na sala disseram-lhe que Fortunato estava no gabinete, e ele caminhou para ali; ia chegando à porta, no momento em que Maria Luísa saía aflita.
Garcia lembrou-se que na véspera ouvira ao Fortunato queixar-se de um rato, que lhe levara um papel importante; mas estava longe de esperar o que viu. Viu Fortunato sentado à mesa, que havia no centro do gabinete, e sobre a qual pusera um prato com espírito de vinho. O líquido flamejava. Entre o polegar e o índice da mão esquerda segurava um barbante, de cuja ponta pendia o rato atado pela cauda. Na direita tinha uma tesoura. No momento em que o Garcia entrou, Fortunato cortava ao rato uma das patas; em seguida desceu o infeliz até a chama, rápido, para não matá-lo, e dispôs-se a fazer o mesmo à terceira, pois já lhe havia cortado a primeira. Garcia estacou horrorizado.
E com um sorriso único, reflexo de alma satisfeita, alguma coisa que traduzia a delícia íntima das sensações supremas, Fortunato cortou a terceira pata ao rato, e fez pela terceira vez o mesmo movimento até a chama. O miserável estorcia-se, guinchando, ensangüentado, chamuscado, e não acabava de morrer. Garcia desviou os olhos, depois voltou-os novamente, e estendeu a mão para impedir que o suplício continuasse, mas não chegou a fazê-lo, porque o diabo do homem impunha medo, com toda aquela serenidade radiosa da fisionomia. Faltava cortar a última pata; Fortunato cortou-a muito devagar, acompanhando a tesoura com os olhos; a pata caiu, e ele ficou olhando para o rato meio cadáver. Ao descê-lo pela quarta vez, até a chama, deu ainda mais rapidez ao gesto, para salvar, se pudesse, alguns farrapos de vida.
Garcia, defronte, conseguia dominar a repugnância do espetáculo para fixar a cara do homem. Nem raiva, nem ódio; tão-somente um vasto prazer, quieto e profundo, como daria a outro a audição de uma bela sonata ou a vista de uma estátua divina, alguma coisa parecida com a pura sensação estética. Pareceu-lhe, e era verdade, que Fortunato havia-o inteiramente esquecido. Isto posto, não estaria fingindo, e devia ser aquilo mesmo. A chama ia morrendo, o rato podia ser que tivesse ainda um resíduo de vida, sombra de sombra; Fortunato aproveitou-o para cortar-lhe o focinho e pela última vez chegar a carne ao fogo. Afinal deixou cair o cadáver no prato, e arredou de si toda essa mistura de chamusco e sangue.
Ao levantar-se deu com o médico e teve um sobressalto. Então, mostrou-se enraivecido contra o animal, que lhe comera o papel; mas a cólera evidentemente era fingida.
"Castiga sem raiva", pensou o médico, "pela necessidade de achar uma sensação de prazer, que só a dor alheia lhe pode dar: é o segredo deste homem".
Fortunato encareceu a importância do papel, a perda que lhe trazia, perda de tempo, é certo, mas o tempo agora era-lhe preciosíssimo. Garcia ouvia só, sem dizer nada, nem lhe dar crédito. Relembrava os atos dele, graves e leves, achava a mesma explicação para todos. Era a mesma troca das teclas da sensibilidade, um diletantismo sui generis, uma redução de Calígula.
Quando Maria Luísa voltou ao gabinete, daí a pouco, o marido foi ter com ela, rindo, pegou-lhe nas mãos e falou-lhe mansamente:
E voltando-se para o médico:
Maria Luísa defendeu-se a medo, disse que era nervosa e mulher; depois foi sentar-se à janela com as suas lãs e agulhas, e os dedos ainda trêmulos, tal qual a vimos no começo desta história. Hão de lembrar-se que, depois de terem falado de outras coisas, ficaram calados os três, o marido sentado e olhando para o teto, o médico estalando as unhas. Pouco depois foram jantar; mas o jantar não foi alegre. Maria Luísa cismava e tossia; o médico indagava de si mesmo se ela não estaria exposta a algum excesso na companhia de tal homem. Era apenas possível; mas o amor trocou-lhe a possibilidade em certeza; tremeu por ela e cuidou de os vigiar.
Ela tossia, tossia, e não se passou muito tempo que a moléstia não tirasse a máscara. Era a tísica, velha dama insaciável, que chupa a vida toda, até deixar um bagaço de ossos. Fortunato recebeu a notícia como um golpe; amava deveras a mulher, a seu modo, estava acostumado com ela, custava-lhe perdê-la. Não poupou esforços, médicos, remédios, ares, todos os recursos e todos os paliativos. Mas foi tudo vão. A doença era mortal.
Nos últimos dias, em presença dos tormentos supremos da moça, a índole do marido subjugou qualquer outra afeição. Não a deixou mais; fitou o olho baço e frio naquela decomposição lenta e dolorosa da vida, bebeu uma a uma as aflições da bela criatura, agora magra e transparente, devorada de febre e minada de morte. Egoísmo aspérrimo, faminto de sensações, não lhe perdoou um só minuto de agonia, nem lhos pagou com uma só lágrima, pública ou íntima. Só quando ela expirou, é que ele ficou aturdido. Voltando a si, viu que estava outra vez só.
De noite, indo repousar uma parenta de Maria Luísa, que a ajudara a morrer, ficaram na sala Fortunato e Garcia, velando o cadáver, ambos pensativos; mas o próprio marido estava fatigado, o médico disse-lhe que repousasse um pouco.
Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.
Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento.
Olhou assombrado, mordendo os beiços.
Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranqüilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
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2018.12.09 01:33 ObviousMud Misoginia ou Lucidez?

Não sei exatamente e nem quando começou, mas quando percebi já não confiava em nenhuma mulher.
Tive alguns traumas na vida... Fui traído algumas vezes...
Mas a cada ferida eu ganhava mais conhecimento... fui começando a entender certas coisas.
Até no "jogo" do amor existe uma mão invisível que regula oferta e demanda...
Existe muita oferta de homem para as mulheres ou é apenas minha imaginação? eu me pergunto isso... Mas no fundo já sei a resposta. Nossa cultura endeusa o corpo feminino, está em todos os lugares!! Em outdoors, revistas, seriados, filmes, desenhos animados... Não importa para onde você olhe, eles vão te vender como um produto... esse corpo com curvas que causa algo na cabeça... mexe com os instintos... domina os pensamentos...
Quando você menos perceber, lá vai estar você de novo! Procurando algum contato... Tinder, Bares, Boates... Em algum lugar preciso achar...
Encontro uma moça gentil com uma voz suave. Ela é super legal comigo... Ela manda indiretas... Por um momento você se sente especial... Mas aos poucos caiu em um jogo onde é impossível vencer.
Com aquela voz suave ela fala exatamente o que você gostaria de ouvir... "Sou sozinha (...) É difícil encontra um cara legal (...) Onde você esteve esse tempo todo!" mas o feitiço não para ai... você quer ter certeza e por isso sempre pergunta mais. "Sim, claro... eu só consigo gostar de uma pessoa ao mesmo tempo" (...) "me considero monogâmica" (...) "para as mulheres é diferente, você não entenderia" (...)
E nesse ritmo você vai se entregando... Vai confiando... E quando perceber sua vida vai estar rodando em volta de conseguir sair com essa mulher. Me sinto feliz... Quanto tempo eu sofri? Que bom que não estou sofrendo mais...
Quando estou com você não existe problemas... é tudo perfeito... esse prazer... eu quero ele para sempre...

E quando você menos esperar... Algo vai lhe incomodar profundamente... por que ela passou a demorar de responder as minhas mensagens (?!?!) Eu ligo e as vezes ela não atende... esse mistério... essa dúvida... É melhor perguntar, nunca se sabe...
A resposta costuma sempre ser a mesma... "Está tudo bem"... "Você não tem motivos para sentir ciúmes, confia em mim" (...) E entre essas respostas existe um enorme vácuo... um vazio que você perceber porém não pergunta mais para não ser chato... a cabeça fica como um turbilhão... confuso e bagunçado enquanto aos poucos vai descendo e descendo e descendo... Até o fundo frio do oceano...
Será que foi só na minha cabeça? Eu preciso saber a verdade... Sorrateiramente começo a investigar... Descubro outro cara...
De novo não!!!Essa dor de novo não!! Quando mais pesquiso... mais claro fica...Decido ver com os próprios olhos... prefiro não acreditar!!
Doí muito... Pergunto o porque ela fez isso... Ela nega inicialmente... Então começo a falar dos detalhes e conto até o que os meus olhos viram... Silencio da parte dela!! Não tem coragem e nem cara de me responder... E nesse silencio parte embora... com a CULPA estancada na cara. Essa maldita dor!!

De novo sozinho... De novo sofrendo... Com a certeza que ela vai estar nos braços de outro inclusive...Por que essa maldita hipocrisia??? Será que ela nem percebe ou foi tudo friamente calculado?? como isso acontece toda vez, maldita vez!!
Canso de sofrer.... decido agir novamente... procurar em outro lugares... Bibliotecas, Livrarias, Cafeterias... Em algum lugar deve ter uma moça diferente...
Encontro uma moça legal de voz suave (...) Tudo se repete (...)
Estou muito sensível aos detalhes. Mas que merda!!
Sempre percebo que não sou o único... e que não sou especial...Será (?) algo errado com a natureza humana...Humanos apenas fingem ser monogâmicos ??? Eu sou o único que consegue perceber isso ??
Que maldição ter nascido verdadeiramente monogâmico nesse mundo de hipócritas.
Quem leu até aqui muito obrigado, é apenas algo que precisava desabafar. Não precisa responder, mas se quiser responder e deixar sua opinião também não vou achar ruim. Desculpa pelo título bait click.
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2018.01.05 13:07 alops Lista com livros que inspiraram filmes de 2018

Pessoal como o titulo do tópico já diz, fiz uma lista com livros que serviram de base para alguns filmes que vão estrear agora em 2018. Nesse tópico tem apenas filmes de janeiro, mais pra frente faço outras listas com os meses seguintes. Eu não li nenhum livro mas acabei ficando interessado por todos durante a pesquisa. Espero que gostem =).
 
A grande jogada
 
Baseado no livro Molly's Game: From Hollywood's Elite to Wall Street's Billionaire Boys Club, My High-Stakes Adventure in the World of Underground Poker - Molly Bloom
 
Sinopse: O livro conta as memórias de Molly Bloom, uma mulher ex garçonete que comandava jogos de poker ilegais com celebridades como Dicaprio e Ben Affleck,políticos e mafiosos até começar a ser investigada pelo FBI.
 
Pesquisando sobre o livro descobri que nosso querido Homem-Aranha Tobey Maguire talvez não seja assim tão amigão da vizinhança. Para quem gosta do esporte ou tem curiosidade sobre esse tipo de submundo é uma boa pedida.
 
Total de páginas: 272 Ano de publicação: 2014 Nota no Goodreads: 3.63/5
 
12 Heróis
 
Baseado no livro Horse Soldiers: The Extraordinary Story of a Band of US Soldiers Who Rode to Victory in Afghanistan - Doug Stanton
 
Sinopse: Horse Soldiers conta a história de um pequeno grupo das Forças Especiais americanas que entraram secretamente no Afeganistão logo após os eventos do 11 de Setembro e foram para a guerra contra o Talibã montados em cavalos!!!
 
Eu achei que a cavalaria tinha mas parece que estava totalmente enganado haha. Existe inclusive monumento em frente ao One World Trade Center para homenagear esses soldados.
 
Total de páginas: 393 Ano de publicação: 2009 Nota no Goodreads: 4.08/5
 
Forever My Girl
 
Baseado no livro Forever my girl - Heidi McLaughlin
 
Sinopse: Eu nunca deveria ter sido uma estrela do rock. Eu tinha minha vida toda planejada. Jogar futebol na faculdade, ir para a NFL, casar com a minha namorada da escola e viver feliz para sempre. Eu quebrei os nossos corações naquele dia, quando eu lhe disse que estava indo embora. Eu era jovem. Eu tomei a decisão certa para mim, mas a decisão errada para nós. Eu tenho derramado a minha alma na minha música, mas eu nunca me esqueci dela. Do seu cheiro, do seu sorriso. E agora eu vou voltar. Depois de dez anos. Espero que eu possa explicar que, após todo esse tempo. Eu ainda quero que ela seja minha garota para sempre.
 
Eu não sei vocês mas eu adoro filmes sobre amores mal resolvidos e apesar de nunca ter lido nada do gênero esse livro me chamou a atenção e estou considerando dar uma chance.
 
Total de páginas: 302 Ano de publicação: 2012 Nota no Goodreads: 4.03/5
 
Maria e a flor da bruxa ( Mary to Majo no Hana)
 
Baseado no livro The Little Broomstick
 
Sinopse: Um gato preto precisa resgatar seu irmão do feitiço de uma bruxa e para isso ele pede ajuda para a jovem menina de dez anos Mary Smith.
 
É um livro infantil bem avaliado e tem uma história mais profunda por trás dessa simples sinopse. Parece ser uma boa opção para quem tem filho ou irmãos mais novos e está tentando incentivar a leitura.
 
Total de páginas: 160 Ano de publicação: 1971 Nota no Goodreads: 3.97/5
 
Menção honrosa para o filme Maze Runner: A cura mortal, terceiro filme da série Maze Runner. Não vou postar nada sobre o livro por se tratar de uma obra conhecida e eu acabaria dando spoiler sobre a série.
 
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2018.01.05 11:41 alops Lista com livros que inspiraram filmes de 2018

Pessoal como o titulo do tópico já diz, fiz uma lista com livros que serviram de base para alguns filmes que vão estrear agora em 2018. Nesse tópico tem apenas filmes de janeiro, mais pra frente faço outras listas com os meses seguintes. Eu não li nenhum livro mas acabei ficando interessado por todos durante a pesquisa. Espero que gostem =).
 
A grande jogada
 
Baseado no livro Molly's Game: From Hollywood's Elite to Wall Street's Billionaire Boys Club, My High-Stakes Adventure in the World of Underground Poker - Molly Bloom
 
Sinopse: O livro conta as memórias de Molly Bloom, uma mulher ex garçonete que comandava jogos de poker ilegais com celebridades como Dicaprio e Ben Affleck,políticos e mafiosos até começar a ser investigada pelo FBI.
 
Pesquisando sobre o livro descobri que nosso querido Homem-Aranha Tobey Maguire talvez não seja assim tão amigão da vizinhança. Para quem gosta do esporte ou tem curiosidade sobre esse tipo de submundo é uma boa pedida.
 
Total de páginas: 272 Ano de publicação: 2014 Nota no Goodreads: 3.63/5
 
12 Heróis
 
Baseado no livro Horse Soldiers: The Extraordinary Story of a Band of US Soldiers Who Rode to Victory in Afghanistan - Doug Stanton
 
Sinopse: Horse Soldiers conta a história de um pequeno grupo das Forças Especiais americanas que entraram secretamente no Afeganistão logo após os eventos do 11 de Setembro e foram para a guerra contra o Talibã montados em cavalos!!!
 
Eu achei que a cavalaria tinha mas parece que estava totalmente enganado haha. Existe inclusive monumento em frente ao One World Trade Center para homenagear esses soldados.
 
Total de páginas: 393 Ano de publicação: 2009 Nota no Goodreads: 4.08/5
 
Forever My Girl
 
Baseado no livro Forever my girl - Heidi McLaughlin
 
Sinopse: Eu nunca deveria ter sido uma estrela do rock. Eu tinha minha vida toda planejada. Jogar futebol na faculdade, ir para a NFL, casar com a minha namorada da escola e viver feliz para sempre. Eu quebrei os nossos corações naquele dia, quando eu lhe disse que estava indo embora. Eu era jovem. Eu tomei a decisão certa para mim, mas a decisão errada para nós. Eu tenho derramado a minha alma na minha música, mas eu nunca me esqueci dela. Do seu cheiro, do seu sorriso. E agora eu vou voltar. Depois de dez anos. Espero que eu possa explicar que, após todo esse tempo. Eu ainda quero que ela seja minha garota para sempre.
 
Eu não sei vocês mas eu adoro filmes sobre amores mal resolvidos e apesar de nunca ter lido nada do gênero esse livro me chamou a atenção e estou considerando dar uma chance.
 
Total de páginas: 302 Ano de publicação: 2012 Nota no Goodreads: 4.03/5
 
Maria e a flor da bruxa ( Mary to Majo no Hana)
 
Baseado no livro The Little Broomstick
 
Sinopse: Um gato preto precisa resgatar seu irmão do feitiço de uma bruxa e para isso ele pede ajuda para a jovem menina de dez anos Mary Smith.
 
É um livro infantil bem avaliado e tem uma história mais profunda por trás dessa simples sinopse. Parece ser uma boa opção para quem tem filho ou irmãos mais novos e está tentando incentivar a leitura.
 
Total de páginas: 160 Ano de publicação: 1971 Nota no Goodreads: 3.97/5
 
Artista do Desastre
 
Baseado no livro The Disaster Artist: My Life Inside The Room, the Greatest Bad Movie Ever Made
 
O livro conta a história de Tommy Wisau e os bastidores de The Room... o pior filme já feito.
Dica do u/Ossbie =)
 
Total de páginas: 270 Ano de publicação: 2013 Nota no Goodreads: 4.39/5
 
Menção honrosa para o filme Maze Runner: A cura mortal, terceiro filme da série Maze Runner. Não vou postar nada sobre o livro por se tratar de uma obra conhecida e eu acabaria dando spoiler sobre a série.
 
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